Este projeto de pesquisa examina o impacto das posturas negacionistas na crise sanitária causada pela COVID-19 no Brasil, exacerbada por conflitos entre o governo federal e outras esferas de poder. Além do governo, tais ideias encontram eco em segmentos da sociedade organizada. Inspirando-se em autores como N. Oreskes, o estudo propõe uma sociologia dos ataques às instituições científicas, definindo o negacionismo como ações coordenadas para descredibilizar resultados científicos. Também analisamos como instituições no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul têm enfrentado desastres pandêmicos ou climáticos. A justificativa do projeto está na interconexão entre democracia e ciência, abordando o uso populista da ciência, especialmente por ideólogos de extrema-direita. Em um contexto de crescente populismo científico, sugerimos que as universidades precisam equilibrar sua autoridade com a necessidade de responder a críticas legítimas.
Participantes (Núcleo)
NDAC/Cebrap: José Szwako.





