A pandemia de COVID-19 foi não só uma crise sanitária, mas também uma crise política, marcada pela politização da própria pandemia. A postura negacionista do governo Bolsonaro, que se recusou a implementar uma estratégia coordenada contra o vírus, acirrou esse cenário. Este projeto de pesquisa busca entender como a sociedade civil organizada reagiu à recusa do Estado em enfrentar a crise de maneira adequada. A pesquisa será orientada pela seguinte pergunta: como a sociedade civil brasileira respondeu ao contexto de uma extrema direita negacionista e disseminadora de desinformação durante a pandemia? Nossa abordagem considera quatro linhas de análise inter-relacionadas: a) a mobilização intensa de ajuda solidária nos meses iniciais da pandemia; b) iniciativas de advocacy focadas em garantir leis e políticas públicas que ajudassem a população a se proteger do vírus; c) a mobilização online durante a CPI da Covid; e d) a luta de um conjunto de redes sobrepostas em prol dos direitos das vítimas da doença e seus familiares. Para explorar essas dinâmicas, analisamos as mudanças nas táticas e nos enquadramentos dos movimentos sociais que surgiram em defesa das vítimas da pandemia. Propomos um desenho de pesquisa com métodos mistos, visando comparar as diferentes formas de mobilização ao longo do período crítico da pandemia, bem como no período pós-pandemia.
Participantes (Núcleo)
RESOCIE/UNB: Amanda Barcelos Mota, Amanda Maciel Matos, Ana Carolina Vaz da Silva, Gabriel Santos Elias, Lorena Vilarins dos Santos, Maria Eduarda Batalha Lima, Mariana de Souza Fonseca, Mariana Miranda Tavares, Pedro Burity Borges, Rafael Rocha Viana, Rebecca Neaera Abers; Marisa von Bülow





