No agronegócio sojicultor brasileiro, arranjos corporativos de governança ambiental – certificações, acordos ou colaborações entre corporações – são iniciativas que prometem tornar o fornecimento mais “sustentável” e que emergem a partir de críticas que vinculam a produção de commodities a problemas ambientais diversos. Uma crescente literatura das Ciências Sociais tem apontado para a necessidade de se desenvolver abordagens que deem conta da complexidade de atores, práticas e tecnologias em cadeias agroalimentares e destacando que a produção de informação tem se tornado uma nova forma de governo. Observa-se que formas corporativas de governança ambiental na cadeia da soja no Brasil acionam uma diversidade de normas, métricas e formas de reportar publicamente a performance ambiental de empresas, o que resulta em múltiplas formas de performar o que seriam os principais problemas ambientais contemporâneos e de definir o que seria “sustentabilidade”. Assim, interessa entender como arranjos corporativos de governança ambiental operam na cadeia da soja, quais concepções de “sustentabilidade” são agenciadas por tais arranjos e como se configuram as disputas acerca dos modos de governança ambiental no setor agroalimentar.
Participantes (Núcleo)
SOPAS/UFRGS: Marília Luz David (coordendadora); Alessandra Lamana; Angela Camana, Estela Vitório Pires; Kerolen Daiana de Oliveira Kingeski; Aurora Arteche do Amaral; Rafael Teixeira de Abreu





