Atualmente a disputa territorial no campo tem se intensificado em diversos países da América Latina, incluindo o Brasil, mediante a persistente colonialidade que afeta nossos processos históricos. Os movimentos sociais têm buscado criar contranarrativas e estratégias emancipatórias como formas de resistência e de reinvenção de suas territorialidades. Dialogando com a ecologia politica e com a literatura dos movimentos sociais, a pesquisa busca compreender as dinâmicas dos movimentos sociais frente às investidas do capitalismo agrário no Brasil, especialmente relacionadas a pauta ambiental e da soberania alimentar. Busca-se trazer a dimensão ambiental e da alimentação como eixo central de análise, ou seja, como esses movimentos constroem e se apropriam do debate da natureza e do meio ambiente na defesa dos seus territórios e pautam a soberania alimentar? Que estratégias e narrativas utilizam? Buscamos compreender as disputas pelos sentidos sobre a apropriação dos territórios, evidenciando as relações e as dinâmicas da conflitualidade no que tange à dimensão ambiental.
Participantes (Núcleo)
Labrural/UFRN: Joana Moura, Marcos Aurélio Freire da SIlva Júnior, Bruna Torquato, Leandro Vieira





