Autor:
Umaro Seidi (UFRGS)
Resumo:

No presente artigo analisamos as características da violência que o continente africano foi sujeito ao longo da sua relação com os países/cidadãos da Europa ocidental. A colonização e a escravidão foram dois principais processos que estiveram no cerne da construção da inferiorização de culturas africanas, sujeitos culturais e saberes nesse continente. Por que o africano, a sua cultura e seus saberes são considerados inferiores? Por que, mesmo com estudos científicos comprovando as riquezas culturais da África, ainda assim é considerado por muitos como sem valores? Estas e outras perguntas estiveram no bojo das questões principais que determinaram a elaboração do presente artigo. As reflexões contidas no artigo se centralizam em duas principais análises: a relação histórica e as imagens provenientes dessa, e na representação como uma das formas de manipulação da verdade que foi, por conseguinte, estratégia de dominação, o que impôs ao cidadão desse continente numa posição da subalternidade. Destacamos o papel da arte e literatura na construção das imagens do continente e de seus sujeitos como inferiores, atrasados e avessos a civilização. Por outro lado, é importante que o continente seja compreendido como um espaço plural e multicultural, lugar eficaz na qual se produz ciência(s) e saberes. O artigo foi construído com base a revisão bibliográfica sobre o assunto com a maior parte da literatura composto por estudiosos/as aficanos/as ou de africanistas. Conclui-se que, há a necessidade de criar descontinuidades históricas, possível através de construção de saberes que respeitem ou que se adequem ao contexto africano.
Fonte:
Revista África e Africanidades - Ano XVI - n° 49
Leia a íntegra: https://africaeafricanidades.com.br/documentos/ARTIGO320824.pdf





