Eixos, Temas e Projetos

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EIXO PARTICIPAÇÃO

O eixo Participação abriga pesquisas dirigidas à produção de diagnósticos das instituições participativas, sistemas de governança, diversas formas de participação das organizações da sociedade civil e movimentos sociais e seus efeitos sobre as políticas públicas e as capacidades estatais. Os subsistemas de políticas públicas foram profundamente afetados pelas escolhas programáticas e políticas dos governos no pós-2016, especialmente no que concerne ao desmonte de políticas de direitos humanos e da defesa de minorias. Contudo, pesquisas mostram que a desinstitucionalização dos canais de participação e das políticas públicas varia em função de suas trajetórias, força institucional e comunidades de políticas envolvidas na sua defesa. Os projetos listados a seguir visam, assim, expandir os diagnósticos a partir de pesquisas acerca dos processos de desinstitucionalização e institucionalização de atores e políticas, bem como da capacidade de resiliência da participação e das políticas públicas. Esse eixo inclui os seguintes temas: 1. Reconfiguração da participação institucionalizada, 2. Movimentos sociais, instituições e políticas públicas e 3. Interfaces socioestatais e modalidades participativas.

Veja abaixo os projetos desse eixo e clique em cada um deles para conhecer o seu descritivo e nome dos participantes:

  • A interação movimentos sociais e partidos políticos: democratizando a representação política

    A interação movimentos sociais e partidos políticos: democratizando a representação política

    Este projeto examina a relação entre movimentos sociais e partidos políticos, explorando como essa interação pode revigorar as estruturas partidárias e democratizar a representação política. Pergunta: Quais são as condições propícias ao ativismo sociopartidário e à democratização da representação? A interface entre movimentos, partidos e eleições tem atraído cada vez mais atenção, com acadêmicos examinando a fluidez das fronteiras e as diversas consequências — positivas e negativas — para ambos, partidos e movimentos sociais. Este estudo visa avançar nossa compreensão de como os movimentos sociais e ativistas desafiam as estruturas partidárias e a representação política, a partir de um marco teórico multidisciplinar de estudos e introduzindo duas mudanças de foco. Primeiro, em vez de analisar a interação entre movimentos e partidos específicos ou explorar como os movimentos se institucionalizam como partidos (um tema comum na literatura), proponho tomar ativistas de diversos movimentos e partidos como unidade de análise. Segundo, enquanto muitos estudos se concentram em momentos isolados, como períodos pré e pós-eleitorais e tempos de maior contenciosidade, por exemplo, protestos, proponho uma abordagem mais contínua. Isso envolve acompanhar ativistas por meio de suas interações com partidos durante o processo eleitoral e ao longo de seus mandatos legislativos. O projeto propõe um desenho de pesquisa qualitativa multimétodos e a estratégia de estudo de caso múltiplo, baseado na seleção de mandatos legislativos nos três níveis da federação, cujo mandatário derive de movimentos sociais ou outras formas de ativismo sociopolítico. Entre as técnicas de pesquisa destacam-se a análise documental, a partir de fontes diversas para levantamento do perfil do candidato, estratégias eleitorais e mapeamento das propostas de democratização da representação. As entrevistas semiestruturadas com candidatos, assessores e lideranças partidárias serão fonte central de estudo, complementadas por análise de conteúdo para aprofundar o estudo.

    Participantes (Núcleo)

    RESOCIE/UnB: Debora Rezende de Almeida, Taianara Coelho.

  • As configurações da participação institucionalizada

    As configurações da participação institucionalizada

    Esta linha de pesquisa aborda os processos de institucionalização e reconfiguração das instituições participativas, atentando para os fatores regulatórios e políticos que que afetam sua atividade em perspectiva multinível, para as condições que propiciam sua efetividade sobre o processo das políticas públicas em que se encontram inseridos, bem como para o lugar que eles ocupam nas estratégias de institucionalização dos atores da sociedade civil e para as causas que explicam sua resiliência ante mudanças drásticas de prioridades do poder executivo.

    Participantes (Núcleo)

    NDAC/CEBRAP: Adrian Gurza Lavalle, Carla de Paiva Bezerra, Gabriela de Brelaz, Maira Rodrigues, Maria do Carmo Albuquerque, Matheus Del'Arco Pinzan, Rodrigo Martins da Silva, Victoria Lustosa Braga, André Isai Leirner

  • Capacidades estatais político-relacionais: novos caminhos para tempos de transição

    Capacidades estatais político-relacionais: novos caminhos para tempos de transição

    Este projeto busca responder à seguinte pergunta: como o Estado pode fortalecer suas capacidades político-relacionais para construir políticas públicas mais eficazes e com maior legitimidade social? Em um contexto de mudanças e incertezas sobre os rumos da relação entre Estado e sociedade, propomos uma metodologia que combina pesquisa qualitativa com elementos de pesquisa-ação, envolvendo diretamente os atores que participam dessas interações na construção das respostas à nossa pergunta. O projeto organiza-se em torno do mapeamento de iniciativas inovadoras de interação entre Estado e sociedade, da realização de entrevistas semiestruturadas com seus protagonistas e da condução de duas oficinas com atores sociais convidados a compartilhar experiências e refletir sobre os desafios e obstáculos enfrentados.

    Participantes (Núcleo)

    RESOCIE/UNB: Rebecca Neaera Abers, Debora Rezende de Almeida, Eduardo Georjão Fernandes, David Hamou, Marisa von Bülow, Pedro Burity, Natalia Assunção, Romi Marcia Benckie, Jhonatan Bento da Silva, Mariana de Souza Fonseca, Rafael de Toni, Laila Bellix

  • Comuns digitais sustentáveis para a justiça social: a experiência brasileira do Decidim

    Comuns digitais sustentáveis para a justiça social: a experiência brasileira do Decidim

    Esta proposta tem como objetivo analisar a implementação de um bem comum digital no Brasil, com foco no empoderamento de grupos historicamente excluídos. Em 2023, o governo federal brasileiro e organizações da sociedade civil iniciaram um processo de reconstrução de arenas participativas que haviam sido desmanteladas sob a presidência de extrema-direita de Jair Bolsonaro. Nesse contexto, uma nova plataforma digital de participação cidadã, baseada na experiência do Decidim, foi lançada. Estamos especialmente interessados em entender se e como atores historicamente excluídos – como mulheres, negros e povos indígenas – participam deste bem comum, tanto em termos de sua governança quanto na tomada de decisões políticas. Somos uma equipe multidisciplinar baseada na academia e na sociedade civil, com expertise na análise de movimentos sociais, relações entre Estado e sociedade, bens comuns digitais e arenas participativas digitais. Os produtos incluem não apenas análises acadêmicas voltadas para comunidades de especialistas, mas também a co-construção de materiais e ideias com organizações da sociedade civil e desenvolvedores de software, além da criação de canais sustentáveis para discussão sobre o funcionamento dos bens comuns digitais.

    Participantes (Núcleo)

    RESOCIE/UNB: Debora Rezende de Almeida,Anne Karoline Rodrigues Vieira, Lorena Vilarins dos Santos ,  Rebeca Dantas Fernandes, Rebecca Neaera Abers.

  • Educação Política para democracia em organizações da sociedade civil: uma análise sobre associações de base comunitária no Brasil e em Cabo Verde.

    Educação Política para democracia em organizações da sociedade civil: uma análise sobre associações de base comunitária no Brasil e em Cabo Verde.

    O estudo busca compreender como as associações comunitárias promovem práticas de educação política que contribuem para o fortalecimento da democracia em contextos do Sul Global. Nesse sentido, a pesquisa busca responder a duas questões centrais:
    1. Quais os papéis que as associações de base comunitária no Brasil e em Cabo Verde desempenham na educação política para democracia em nível local? 2. Quais são os processos específicos que contribuem para a promoção de pedagogias democráticas nas associações? O objetivo geral consiste em compreender a educação política para democracia desenvolvida por associações, com ênfase nas pedagogias democráticas subjacentes às suas dinâmicas organizacionais. Como objetivos específicos, busco: (1) rastrear e identificar evidências da consolidação do associativismo comunitário em Brasil e Cabo Verde; (2) analisar a trajetória histórica dessas associações, considerando mobilização, regras, repertórios e narrativas ao longo do tempo; e (3) explicar as mudanças organizacionais nos processos pedagógicos voltados à promoção da democracia em nível local. As hipóteses que orientam a pesquisa são: H1 – associações de base comunitária contribuem para o aprofundamento democrático ao desenvolver pedagogias democráticas integradas às suas dinâmicas; H2 – o engajamento político promovido por associações fortalece a participação tanto em espaços comunitários quanto institucionais, ampliando práticas democráticas de base.

    Participantes (Núcleo)

    LAPID/UFAL: Rachel Carvalho, Leonardo Leal 

  • Efeitos biográficos do engajamento militante

    Efeitos biográficos do engajamento militante

    A pesquisa tem por objeto o estudo dos efeitos de experiências militantes intensas sobre biografias individuais. A questão central da pesquisa diz respeito às relações entre a esfera do engajamento político e as demais esferas da vida, com destaque à esfera familiar e sentimental e à profissional. Procura-se investigar as condições de realização de trajetos militantes que se estendem no tempo, sofrem alterações de intensidade e interrupções, e os impactos diferenciais nas biografias de indivíduos que se engajaram com intensidade na adolescência e apresentam destinos sociais e profissionais diversos.

    Participantes (Núcleo)

    NPMS/UFSC: Ernesto Seidl

  • Incentivos e restrições à participação eleitoral de pessoas com deficiência no Brasil:análise sobre a atuação do Poder Judiciário Eleitoral e dos partidos políticos

    Incentivos e restrições à participação eleitoral de pessoas com deficiência no Brasil:análise sobre a atuação do Poder Judiciário Eleitoral e dos partidos políticos

    Considerando as diversas barreiras à participação política de pessoas com deficiência (barreiras arquitetônicas, atitudinais, comunicacionais, tecnológicas, procedimentais etc.), o estudo investiga como o Poder Judiciário Eleitoral e os partidos políticos atuam para a promoção de acessibilidade eleitoral para o voto e para as candidaturas de pessoas com deficiência. Neste sentido, por um lado é realizada uma análise sobre o Programa de Acessibilidade Eleitoral e por outro, é observado se a existência de comissões de inclusão de pessoas com deficiência nos partidos influencia em maior número de candidaturas deste grupo.

    Participantes (Núcleo)

    NPMS/UFSC: Márcia Inês Schaefer

  • Inovação Democrática em Instituições Participativas e Políticas Públicas: um estudo comparativo em cidades médias do Nordeste.

    Inovação Democrática em Instituições Participativas e Políticas Públicas: um estudo comparativo em cidades médias do Nordeste.

    Este projeto tem como objetivo analisar o perfil institucional e os processos participativos e deliberativos dos conselhos municipais de políticas públicas em perspectiva comparada nas cidades médias do Nordeste do Brasil, com ênfase nas dimensões de inovação democrática (estrutura normativa, método de seleção, modos de participação, mecanismos de decisão e grau de influência sobre as políticas públicas locais). Objetivos Específicos: a) Caracterizar a estrutura institucional dos conselhos municipais de políticas públicas selecionados, considerando sua base legal, composição, recursos disponíveis, agendas e funcionamento interno. b) Mapear os métodos de seleção e inclusão dos membros dos conselhos, com atenção às ações afirmativas e critérios de representatividade social e territorial. c) Descrever os modos de participação dos conselheiros e demais atores envolvidos. d) Identificar os mecanismos de tomada de decisão adotados nos conselhos, distinguindo entre consulta, votação, negociação ou deliberação compartilhada entre sociedade civil e governo. e) Avaliar o grau de influência e efetividade das decisões dos conselhos sobre a formulação e implementação de políticas públicas municipais. f) Comparar os resultados entre os dois municípios, destacando semelhanças, diferenças e possíveis fatores explicativos relacionados ao contexto político-institucional.

    Participantes (Núcleo)

    LAPID/UFAL:  Leonardo Leal, Rachel Carvalho, Giovanna Carvalho Lira Matos, Maria Eduarda da Silva Augusto

  • Justiça Climática E Território: Análise Das Estratégias De Incidência Política Da Conaq Para A Cop30

    Justiça Climática E Território: Análise Das Estratégias De Incidência Política Da Conaq Para A Cop30

    Este projeto analisa as estratégias de incidência política desenvolvidas pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) no contexto da COP30. O estudo tem como objetivo examinar os mecanismos políticos acionados pela organização para negociar sua agenda de justiça climática e territorial com o governo federal brasileiro, com ênfase na elaboração da NDC Quilombola, na construção de alianças intersetoriais e na produção de narrativas autônomas. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso instrumental, que utilizou análise documental e de conteúdo de materiais audiovisuais produzidos entre outubro e novembro de 2025, incluindo o documento “NDC dos Quilombos do Brasil” e registros públicos de divulgação. Os resultados demonstram que a CONAQ articulou uma atuação contracolonial ao elaborar uma NDC específica, traduzindo a demanda histórica por titulação territorial em metas de carbono mensuráveis, e ao fomentar alianças com povos indígenas e comunidades tradicionais. A organização também investiu na formação de jovens lideranças e na produção de narradoras próprias, posicionando-se como guardiã dos territórios e solucionadora da crise climática. Conclui-se que a CONAQ opera por uma estratégia dupla de pressão e proposição, oferecendo contribuições acadêmicas ao demonstrar como movimentos sociais ressignificam espaços de governança global e contribuições sociais ao evidenciar a viabilidade de modelos alternativos de desenvolvimento baseados nos saberes quilombolas.

    Participantes (Núcleo)

    Marcadores Sociais da Diferença/UFPI: Olivia Perez, Árion Bartira

  • Movimentos e comunidades de políticas públicas

    Movimentos e comunidades de políticas públicas

    No Brasil, estudos têm mostrado que processos de institucionalização de políticas fortemente impulsionados por interações socio-estatais levaram tanto ao desenvolvimento de capacidades estatais quanto à ampliação das possibilidades de ação dos atores sociais envolvidos nesses processos. O exame de políticas públicas em que ocorreram processos de mútua constituição entre Estado e sociedade civil, permitiu à literatura especificar que tipos de capacidades estatais podem eventualmente emergir desses processos interativos. Apoiado nesses avanços, esta linha de pesquisa se propõe avançar na caracterização de um fenômeno insuficientemente entendido e que ainda requer de conceituação precisa: a institucionalização de capacidades socioestatais e suas implicações para a produção e estabilidade das políticas.

    Participantes (Núcleo)

    NDAC/Cebrap: Adrian Gurza Lavalle, Monika Dowbor, Ana Claudia Cortez, Pedro Crepaldi Carlessi, José Szwako , Victoria Lustosa Braga

  • Movimentos sociais e políticas públicas no contexto de conservadorismo de extrema direita: consequências nas políticas e no ativismo de direitos humanos

    Movimentos sociais e políticas públicas no contexto de conservadorismo de extrema direita: consequências nas políticas e no ativismo de direitos humanos

    A pesquisa busca compreender como o processo de desdemocratização no país impulsionado pela ascensão da extrema direita, entre 2016 e 2022, produziu mudanças no ativismo da sociedade civil e nas políticas públicas nos casos dos movimentos feminista, de igualdade racial e LGBTQIA+

    Participantes (Núcleo)

    NUPAD/UFES: Euzeneia Carlos, Danielly Vila Real, Carolliny Rubim Scardua, Ana Loures, Mirna Santiago Sabatini, Erika Ronqueti Terra Silva, Mirela Marin Morgante, Marcelo de Souza Marques

  • Mulheres na política: recrutamento, seleção e formas de atuação partidária e eleitoral em Sergipe

    Mulheres na política: recrutamento, seleção e formas de atuação partidária e eleitoral em Sergipe

    O objetivo principal do projeto é analisar a participação das mulheres, como candidatas, no processo eleitoral brasileiro desde a redemocratização até o pleito de 2024. Dadas as características históricas dessa participação no Brasil e de um conjunto de estudos já desenvolvidos no LEPP/UFS sobre os agrupamentos políticos de Sergipe e suas transformações nos últimos anos, as evidências e estudos disponíveis desde a redemocratização, trata-se de investigar as relações entre a entrada e permanência das mulheres na política e os processos de recomposição dos sistemas de alianças entre os principais agrupamentos e lideranças políticas de Sergipe. Trata-se, portanto, de demonstrar que as assimetrias na construção das candidaturas, no acesso a recursos para a competição eleitoral e nas taxas de sucesso eleitoral, assim como a correspondência das listas partidárias, financiamento das campanhas e práticas à legislação vigente, estão estreitamente ligadas às dinâmicas de estruturação e de reconfiguração da política de base familiar em Sergipe.

    Participantes (Núcleo)

    LEPP/UFS: Coordenação: Fernanda Rios Petrarca, Wilson José Ferreira de Oliveira. Participantes: Adrielma Silveira Fortuna dos Santos, Pâmella Synthia Santana Santos, Andressa Brito de Jesus, Ana Lara Divina Barbosa Reyes, Annie Letícia Andrade Mendes Conceição, Evelyn Letícia Andrade Santos, Isa Lorena de Jesus Souza Santos, Nicoline Oliveira Leão, Vanessa Silva da Anunciação, Maria Rebeca Silva Santana, Everton da Costa dos Santos, Adriele Vitórica Silveira Santos, Nicolle Stefhny Viana da Silva

  • Observatório da Participação

    Observatório da Participação

    No Brasil, estudos têm mostrado que processos de institucionalização de políticas fortemente impulsionados por interações socio-estatais levaram tanto ao desenvolvimento de capacidades estatais quanto à ampliação das possibilidades de ação dos atores sociais envolvidos nesses processos. O exame de políticas públicas em que ocorreram processos de mútua constituição entre Estado e sociedade civil, permitiu à literatura especificar que tipos de capacidades estatais podem eventualmente emergir desses processos interativos. Apoiado nesses avanços, esta linha de pesquisa se propõe avançar na caracterização de um fenômeno insuficientemente entendido e que ainda requer de conceituação precisa: a institucionalização de capacidades socioestatais e suas implicações para a produção e estabilidade das políticas.

    Participantes (Núcleo)

    NESPP/UFPB: Ana Luisa Marques, Caio Henrique Pinheiro de Paula, Carlos Eduardo de Lima Correia, Débora Thaís dos Santos Silva, Filipe Sousa de Andrade, Ingrid Raissa Guerra Lins, Joana D'Arck Ribeiro da Silva, Kelly da Silva Santos, Lizandra Serafim, Marcelo Burgos Pimentel dos Santos, Matheus Balbino Gomes e Tatiana de Paula Soares

  • PAMC - Práticas Alimentares e Mudanças Climáticas

    PAMC - Práticas Alimentares e Mudanças Climáticas

    O projeto visa articular ações para compreender as interações entre as transições alimentares e climáticas com vistas a apoiar o desenho de estratégias e políticas que articulem a construção de sistemas alimentares mais sustentáveis, saudáveis e justos com o fortalecimento dos mecanismos que conferem maior resiliência às mudanças climáticas.

    Participantes (Núcleo)

    SOPAS/UFRGS: Maycon Noremberg Schubert, Sávyo de Avila

  • Participação e Controle Social em Saúde

    Participação e Controle Social em Saúde

    Propõe uma análise das formas de participação social em saúde com ênfase nos conselhos municipais de saúde. O estudo visa mapear e caracterizar modelos de atuação nos espaços formais de controle social, identificar práticas inovadoras e avaliar os desafios e oportunidades para fortalecer a participação social em saúde. A metodologia inclui revisão de literatura, estudos de caso múltiplos de conselhos brasileiros, mapeamento comparativo de experiências, aplicação de questionário, pesquisa de campo com entrevistas e grupos focais. Espera-se que o projeto produza uma tipologia de modelos participativos, identifique boas práticas, elabore recomendações para políticas públicas e para avaliação da efetividade da participação social nestes espaços. O estudo almeja contribuir para o aprimoramento das políticas de saúde e fortalecer a governança participativa.

    Participantes (Núcleo)

    GPACE/UFRGS: Frederico Viana Machado

  • Participação Social no Governo Lula III

    Participação Social no Governo Lula III

    O tema da participação social entrou na agenda do Governo Lula III com novos objetivos e desafios, mediante os diagnósticos dos limites legados pela experiência participativa das décadas passadas, centrada em conselhos e conferências, e da nova configuração de forças políticas em disputa na sociedade, marcada pelo fortalecimento da extrema direita no país. Levando em conta tal cenário, as perguntas que essa pesquisa busca responder são: a) como mudanças no contexto político afetam os repertórios de interação socioestatal por meio dos quais os atores vinculados a comunidades de políticas defendem e representam seus interesses? b) c) como as interações socioestatais e o desenho institucional que as amparam estão sendo afetadas pela utlização de ferramentas digitais; c) de que maneira os papeis e as dinâmicas das IPs variam nesse novo contexto político? d) que lições pode-se retirar deste estudo para o debate mais amplo sobre as relações entre crise das democracias, participação e políticas públicas?

    Participantes (Núcleo)

    GEPPADE/UNESP: Alexandre José Romagnoli, Carla Gandini Giani Martelli, Inácio de Paula e Silva, Juan Felipe do Prado Alves, Larissa Maria do Nascimento, Laura Moyano Malara, Maria Eduarda Cortez.
    NUPPOL/UEM: Ana Laura da Rocha, Carla Almeida, Leonardo Augusto Lucena Ribeiro, Luana Machado Alves, Luana do Rocio Taborda, Milena Cristina Belançon, Rafael Cardoso Sampaio, Rafael da Silva, Victor Gabriel Menegassi.

  • Perfil do associativismo junto aos conselhos gestores no Brasil

    Perfil do associativismo junto aos conselhos gestores no Brasil

    Tendo em vista avançar no conhecimento sobre o perfil do associativismo que atua junto aos Conselhos gestores, a pesquisa visa identificar, a partir de uma classificação geral dos tipos associativos (Mundo do trabalho, Socioassistenciais, Territorial/comunitárias, Empresarial/Patronais, Acadêmicas, Religiosas, Socioambientais, Movimentos sociais, Fóruns), as características, ou os subtipos associativos, a exemplo do campo das religiosas e empresariais, ampliando o nosso banco de dados referentes aos conselhos da Assistência Social e da Criança e do Adolescente (nacionais) e de onze capitais (Lüchmann e Taborda, 2024). Além de inserir outras capitais e cidades de médio e pequeno porte das diferentes regiões do país, a pesquisa visa incluir conselhos de outras áreas de políticas, como educação, mulheres e meio ambiente.

    Participantes (Núcleo)

    NPMS/UFSC: Lígia Helena Lüchmann, Márcia Inês Schaefer

  • Políticas públicas e capacidades estatais para a democracia

    Políticas públicas e capacidades estatais para a democracia

    Nos marcos da Constituição de 1988, o Estado brasileiro estabeleceu a participação como eixo central da elaboração e implementação de políticas públicas no país. Essa conquista foi fruto de muita mobilização social de organizações da sociedade civil, movimentos sociais e partidos políticos. Porém, o desenvolvimento de práticas e mecanismos de participação nas políticas públicas no Brasil ocorreu de maneira diversa, a depender do segmento considerado. A partir do conceito de "capacidades estatais para a democracia", a pesquisa busca analisar comparativamente segmentos de políticas públicas, considerando condições político-institucionais que possam favorecer ou dificultar a participação popular, bem como as condições de influência dos atores sociopolíticos em disputa. 

    Participantes (Núcleo)

    NEPAC/UNICAMP: Janaína Catozzi Ramasco, Mariana Conti, Silvana Marcondes de Salles, Wagner de Melo Romão

  • Quem entra e quem sai: perfis dos representantes dos conselhos nacionais e subnacionais nos governos progressistas e conservadores

    Quem entra e quem sai: perfis dos representantes dos conselhos nacionais e subnacionais nos governos progressistas e conservadores

    Esta proposta visa compreender o impacto de um evento externo, no caso a mudança no regime político, quando Bolsonaro e a direita assumiram o poder, nas dinâmicas políticas dos conselhos de políticas públicas, nos níveis nacional e subnacional, considerando a atuação dessa coalizão conservadora de direita sobre esses conselhos.

    Participantes (Núcleo)

    NUPAD/UFES: Luciana Andressa Martins de Souza

  • Representação Política, movimentos feministas e partidos

    Representação Política, movimentos feministas e partidos

    Desde a década de 1980 os movimentos feministas fortaleceram-se crescentemente no Brasil, alcançando de forma inédita voz pública na sociedade e presença nas instituições. A partir dos anos 2000, os governos petistas na Presidência contribuíram para a institucionalização de demandas de gênero, mas também para a percepção dos limites estabelecidos para o avanço de algumas pautas centrais do feminismo, que foram se tornando mais plurais. Por outro lado, e também como reação a essas conquistas, os últimos anos foram marcados pela ascensão das forças e da agenda “neoconservadora” no país. Nessa trajetória, parlamento tornou-se estratégico para as lutas feministas. A pesquisa busca examinar os impactos desse contexto para as relações entre ativismos feministas, partidos políticos e representação política de mulheres no Brasil.

    Participantes (Núcleo)

    UEM: Carla Almeida, Gabriela Barczysczyn, Maithê Potrich, Rafael da Silva

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EIXO ASSOCIATIVISMO

O eixo Associativismo foca na atuação das associações com vistas a entender as mudanças na composição do associativismo formal e nas formas emergentes e mais fluidas do associativismo informal, considerando o associativismo nos níveis populacional e específico. No primeiro caso, carecemos de diagnósticos que deem conta da ecologia organizacional, dos distintos tipos organizacionais e da natalidade e mortalidade de associações no país. Espera-se oferecer um diagnóstico aprofundado da composição e recomposição das redes da sociedade civil e um diagnóstico nacional sobre composição, natalidade e mortalidade das OSC no país. Diversas formas de ativismo não organizadas como movimento social e de atores tradicionalmente não pensados neste registro, como o ativismo burocrático, também receberão atenção. Também estão abrigados no eixo projetos de pesquisa voltados ao mapeamento de associativismos específicos, ligados à questão racial, de gênero, religiosa, étnico-territorial, empresarial, acadêmico-científico ou originados em resposta à pandemia. Esse eixo inclui os seguintes temas: 1. Tendências e dinâmicas associativas, 2. Associativismo religioso e política e 3. Representação política e instituições.

Veja abaixo os projetos desse eixo e clique em cada um deles para conhecer o seu descritivo e nome dos participantes:

  • A ação e a atuação política dos mandatos coletivos no legislativo

    A ação e a atuação política dos mandatos coletivos no legislativo

    A pesquisa  aborda os mandatos coletivos eleitos pelo PSOL em 2020. Estes mandatos propõem uma dinâmica política que visa descentralizar e despersonalizar a figura do parlamentar, promovendo a representação coletiva dentro de uma estrutura que centraliza o mandato em um único indivíduo. O estudo objetiva analisar como esses mandatos lidaram com a disputa interna ao partido e como essa interação influenciou tanto a organização interna dos gabinetes parlamentares quanto as estratégias eleitorais para futuras campanhas. A pesquisa utiliza o método comparativo de estudo de caso, focando nos desafios e nas oportunidades que surgem da tentativa de transformar a representatividade política por meio da ação coletiva. A hipótese principal sugere que os mandatos coletivos funcionam mais como uma formação de lideranças políticas em disputa dentro do partido do que como uma verdadeira mudança organizacional dentro do legislativo.

    Participantes (Núcleo)

    NPMS/UFSC: Brenda Gonçalves Andujas

  • A luta contra a corrupção como uma causa pública: uma abordagem interdisciplinar

    A luta contra a corrupção como uma causa pública: uma abordagem interdisciplinar

    Esta proposta analisa as condições de emergência e de circulação da corrupção como uma causa pública, abarcando uma diversidade de organizações, agentes e respectivas lutas e conflitos:  em primeiro, a análise da participação de agências não estatais de controle e transparência, dentre às quais podemos destacar agências e atores internacionais, ONGs e movimentos transnacionais, expansão do direito transnacional; em segundo, examinar como a luta anticorrupção adquire um caráter de soluções e medidas técnicas e se torna objeto de uma política institucional nacional com a construção de políticas públicas direcionadas ao tema; por fim, a descrição e análise de casos de iniciativas, organizações, associações e lideranças políticas que fazem uso intensivo do combate à corrupção em sua atuação.

    Participantes (Núcleo)

    LEPP/UFS: Adrielma Silveira Fortuna dos Santos, Alex Menezes de Carvalho, Ana Carolina Westrup, Ana Cecília Rocha Alencar, Arthur Ives Nunes da Mota Lima, Bárbara Vitória Oliveira Castro, Bergson Morais Vieira, Bruna Eduarda Santos Moura, Carlos Henrique Filgueiras Prata de Almeida, Elisa Beatriz Gomes do Nascimento, Ewerton de Santana Monteiro, Fagner dos Santos Bomfim, Felipe Trindade de Souza, Fernanda Rios Petrarca, Francielle Wilze Prata Almeida, Francisco Emanuel Silva Meneses Alves, Genivaldo Gonçalves dos Santos, Isa Lorena de Jesus Souza Santos, Israel de Jesus Rocha, Italo Eugenio Santos de Castro, Izabel Cristina, Jaíne Reis Araújo, Jonatha Vasconcelos Santos, Josefa Yasminn Barbosa Ribeiro, Karina Garcia Santos Cruz, Keveny Correia Santiago, Larissa Rafaela Santos Tavares, Laura Batista Cintra, Leonardo Almeida de Jesus, Louise Nunes Ribeiro, Marcos Andrade Rocha, Maria Rita Ribeiro dos Santos, Mateus dos Passos de Souza, Pâmella Synthia Santana Santos, Poliana Lordão Andrade Barros, Saulo Vinicius Souza Barbosa, Valdênio Freitas Meneses, Vanessa Silva da Anunciação, Waleska Eugenia Feitosa Rodrigues Lima, Wilane Lourrene Santos Nascimento, Wilson José Ferreira de Oliveira.

  • A reconfiguração das ecologias organizacionais da sociedade civil

    A reconfiguração das ecologias organizacionais da sociedade civil

    O projeto se desdobra em três flancos de trabalho, articulados no plano analítico pela crítica às caracterizações de uma política da sociedade civil como pré-política ou dotada de características distintivas e moralmente superiores em relação àquelas que animam a política tradicional. Em contraposição, propõe-se o estudo sistemático da política na sociedade civil, evitando caracterizações deduzidas aprioristicamente da teoria. O primeiro flanco aborda as estruturas de governança participativa, objetivando indagar o papel das organizações civis que não ocupam cadeiras nos conselhos, mas possuem interesses nas políticas passíveis de serem afetadas pelas decisões dos conselhos. O segundo flanco foca a produção decisória dos conselhos. E, por fim, o terceiro flanco, abordar o modo de operação da heterogeneidade da sociedade civil de uma perspectiva demográfica ou populacional, caracterizando as ecologias organizacionais.

    Participantes (Núcleo)

    NDAC/Cebrap: Adrian Gurza Lavalle, Alexandre Fontenelle-Weber, Alina da Silva Ribeiro, Ana Claudia Cortez, Beatriz Rodrigues Sanchez, Carla de Paiva Bezerra, Gabriela de Brelaz, Leonardo Ângelo de Araújo Andrade, Maira Rodrigues, Marco Antonio de Paula Filho, Maria do Carmo Albuquerque, Matheus Del'Arco Pinzan, Pedro Crepaldi Carlessi, Rodrigo Martins da Silva, Victoria Lustosa Braga, Wanderson Felício de Souza.

  • A reconfiguração do campo das entidades sociais

    A reconfiguração do campo das entidades sociais

    Essa pesquisa, desenvolvida conjuntamente entre o Núcleo de Pesquisa sobre Participação, Movimentos Sociais e Ação Coletiva (NEPAC) da Unicamp e a profa. Lívia De Tommasi (UFABC), objetiva compreender e atualizar debate teórico e os desafios metodológicos ao estudar a heterogeneidade da sociedade civil nas suas interfaces com o Estado e o mercado. Se o debate sobre sociedade civil nos anos 1970 e 1980 esteve muito orientado para o papel dos movimentos sociais na democracia, hoje em dia, a multiplicação e diversidade do associativismo nos territórios exige novos olhares. São igrejas de diferentes matrizes religiosas e políticas; setores de extrema direita que atuam nas mais diferentes associações; fundações, institutos empresariais e negócios de impacto; o campo filantrópico tradicional e o atual; coletivos que se organizam em redes sociais, além dos tradicionais movimentos sociais e ONGs, entre outros. Eles organizam territórios, mobilizam recursos públicos e privados, participam politicamente e influenciam eleições, atuam em diferentes campos dos direitos e do assistencialismo. Além disso, o Estado brasileiro e o mercado por meio de "parcerias" com organizações variadas em todos os níveis da federação, incorporaram valores e projetos advindos das organizações e, ao mesmo tempo, moldaram suas atuações. Por meio de um conjunto de leituras sistemáticas e da interlocução sobre os conteúdos e as metodologias dos projetos individuais de pesquisa, buscamos responder coletivamente à questão sobre como o associativismo civil tem se transformado e transformado a sociedade.

    Participantes (Núcleo)

    NEPAC/UNICAMP: Adriana Cattai Pismel

  • Conectad@s: modos de fazer política no mundo digital

    Conectad@s: modos de fazer política no mundo digital

    Este projeto tem por objetivo compreender os modos de fazer política no mundo digital. Por meio de um conjunto de leituras sistemáticas e de interlocução sobre os conteúdos e as metodologias dos projetos individuais de pesquisa de cada integrante, buscamos responder coletivamente à questão sobre como a democracia tem se transformado na era digital. Sem cair em determinismos tecnológicos, queremos compreender como as complexas mudanças nos sistemas de informação/comunicação têm interferido nos processos de democratização/desdemocratização em curso. Nesse sentido, exploramos quais têm sido os impactos dos usos da internet (e em especial das mídias sociais) sobre as formas de se fazer política em partidos, durante as eleições, em governos, no exercício de mandatos de políticos profissionais, em distintos setores do Estado na elaboração e execução de políticas públicas e na aplicação de leis, no ativismo digital, na combinação entre ações coletivas nas redes e nas ruas, na cultura política e na participação dos cidadãos comuns na vida política. Por outro lado, procuramos entender a agência destes atores políticos, como eles se apropriam da tecnologia de informação para atingir seus objetivos e interesses.

    Participantes (Núcleo)

    NEPAC/UNICAMP: Ana Cláudia Chaves Teixeira, Fernanda Polidoro Paiva, Juliana Aguilera Lobo, Thatiane Faria Oliveira Moreira.

  • Engajamento estudantil e militância múltipla

    Engajamento estudantil e militância múltipla

    A pesquisa procura compreender as modalidades de militância de estudantes universitários em Florianópolis. O interesse principal está no fenômeno da militância múltipla, com foco na apreensão das relações entre diferentes tipos de engajamento militante, envolvendo diferentes causas, vocabulários e princípios de ação.

    Participantes (Núcleo)

    NPMS/UFSC: Beatriz Mara Momm, Brenda Gonçalves Andujas, Mariana Lick da Silva, Miguel Hotzel Ruther

  • Interação movimentos sociais e partidos políticos: candidaturas e mandatos coletivos

    Interação movimentos sociais e partidos políticos: candidaturas e mandatos coletivos

    Este projeto tem como objetivo analisar a interação entre movimentos sociais e partidos políticos a partir do estudo dos mandatos coletivos no Brasil. Busca conectar 3 campos de estudos que geralmente caminham separadamente, a saber: a literatura sobre partidos, movimentos sociais e representação. A pergunta central desta pesquisa é: como interagem partidos e movimentos durante os mandatos e quais são os efeitos desta interação para ambos os atores e para a representação  política? Como consequência dessa pergunta, é importante ainda investigar as tensões que emergem entre os princípios participacionistas e representativos nos mandatos, as propostas de inovação na representação e como as experiências ressignificam os sentidos da representação política. Desse modo, os significados nativos produzidos pelos atores, bem como as propostas de renovação da representação precisam ser lidos à luz da discussão normativa sobre representação democrática. Para isso, o projeto será baseado em estudos de caso sobre mandatos coletivos no país, eleitos em 2018, 2020 e 2022, nos níveis municipal, estadual e federal, os quais têm na sua composição uma variedade de organizações civis, movimentos sociais, coletivos e ativistas. Adota uma perspectiva multimétodos, com análise de conteúdo de documentos e entrevistas semiestruturadas com representantes dos mandatos, dos movimentos e dos partidos.

    Participantes (Núcleo)

    RESOCIE/UNB: Debora Rezende Almeida, Luciana Pinheiro Bezerra Gomes Feitosa.

  • Mapeamento e Caracterização de associativismos étnicos-territoriais

    Mapeamento e Caracterização de associativismos étnicos-territoriais

    A pesquisa objetiva empreender mapeamento e caracterização de padrões de associativismo étnico-territorial na região do Baixo Amazonas. Entendemos que a compreensão dos repertórios de associativismos de base étnica e territorial, sua base social e pauta de reivindicações contribuem para ampliar o debate na literatura sobre participação e movimentos sociais, dando centralidade aos aspectos ligados aos conflitos territoriais, territorialidades e etnicidades como recursos mobilizatórios fundamentais, embora negligenciados em parte das produções do campo. Os produtos finais organizados pelos membros do grupo de pesquisa tendem a evidenciar modos de vida conjuntivos, solidários e de resistência dos povos amazônicos, de modo a fazer frente as políticas econômicas de desmonte de direitos, degradação ambiental e desterritorialização de territórios tradicionais.

    Participantes (Núcleo)

    UFAM: Sandra Damasceno da Rocha, Sandra Helena da Silva, Juliana da Silva Ferreira, Luciana Paula Benetti.

  • Núcleo de Extensão em Pesquisa Social Aplicada

    Núcleo de Extensão em Pesquisa Social Aplicada

    O Núcleo de Extensão em Pesquisa Social Aplicada tem como objetivo criar um espaço de interlocução entre organizações sociais e pesquisadoras/os, construindo processos de produção de conhecimento que atendam às demandas sociais e, ao mesmo tempo, oportunizem a formação profissional através do envolvimento ativo em projetos de pesquisa social aplicada.

    Participantes (Núcleo)

    GPACE/UFRGS: Eduarda Paz Trindade, Elizabeth Cristiane Mendonça Azevedo, Flavia Maoli Magalhães de Oliveira, Gerson de Lima Oliveira, Ivone dos Passos Maio, Luan Homem Belomo, Marcelo Kunrath Silva.

  • Observatório do Investimento Social Privado

    Observatório do Investimento Social Privado

    O observatório do ISP, parte do INCT Participa, é uma plataforma a ser desenvolvida, mantida e atualizada em rede, de forma contínua e constante, para concentrar e disseminar informações, dados e evidências sobre o investimento social privado e a filantropia institucionalizada no Brasil. O objetivo desta iniciativa é conectar a produção científica, acadêmica e aplicada sobre o setor com atores diversos promovendo uma sociedade mais justa e equânime por meio do conhecimento aplicado a práticas de direcionamento de recursos privados para o bem público.

    Participantes (Núcleo)

    GPACE/UFRGS: Carla Michele Rech, Flavia Maoli Magalhães de Oliveira, Gerson de Lima Oliveira, Ivone dos Passos Maio, Marcelo Kunrath Silva.

  • Protestantes e a Frente Parlamentar Evangélica na política brasileira

    Protestantes e a Frente Parlamentar Evangélica na política brasileira

    O projeto tem como objetivo compreender o processo de formação e de atuação da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) entre os anos 2003 e 2022. Tendo em vista o expansivo crescimento demográfico dos segmentos protestantes e evangélicos na sociedade brasileira a partir dos anos de 1980, busca-se compreender as posições e os papéis que representantes desses grupos religiosos ocupam nos espaços e na estrutura de dominação da sociedade brasileira. Portanto, tem-se como objeto de pesquisa as origens e os recursos mobilizados nas trajetórias religiosas e políticas dos parlamentares que fizeram e fazem parte da FPE, assim como o modo com que as adesões religiosas e os respectivos patrimônios materiais e simbólicos são retraduzidos e politizados em modalidades diferenciais de associativismo e de engajamento no espaço político nacional.

    Participantes (Núcleo)

    NPMS/UFSC: Lucas Silveira de Moura

  • Relações raciais e movimentos sociais: o movimento de estudantes universitários negros no Brasil

    Relações raciais e movimentos sociais: o movimento de estudantes universitários negros no Brasil

    O objetivo geral desta pesquisa consiste em analisar a participação política dos estudantes universitários negros no Brasil entre os anos de 1993 a 2019. Foi em 1993 que ocorreu o primeiro Seminário Nacional de Estudantes Universitários Negros (SENUN), reunindo diversos estudantes para discutir o lugar do negro no ensino superior. Desde então, observou-se a emergência de outros canais importantes de participação política estudantil negra, tal como a realização dos Encontros Nacionais de Negros, Negras e Cotistas da União Nacional dos Estudantes (ENUNE), em 2007; e do Encontro Nacional de Coletivos e Estudantes Universitários Negros (EECUN), em 2016. Esse processo de organização política estudantil coincidiu com a expansão das ações afirmativas educacionais no ensino superior no país, porém, há diferenças marcantes entre eles, como as relações estabelecidas com partidos políticos. Logo, pretendo analisar tal percurso à luz das teorias das relações raciais e dos movimentos sociais.

    Participantes (Núcleo)

    NEPAC/UNICAMP: Rodger Richer de Santana Rocha

  • Religião e Política no Brasil

    Religião e Política no Brasil

    A literatura que aborda as relações entre religião e movimentos sociais, engajamento militante e associativismo, no Brasil e no exterior, já identificou e analisou diversos mecanismos através dos quais organizações e agentes religiosos incidem nos processos de organização e mobilização política. Esses importantes acúmulos da literatura tendem a abordar a agência religiosa nos processos de organização e mobilização popular enquanto fonte de “recursos” àqueles processos. Sem rejeitar ou secundarizar a importância de tal abordagem, o presente projeto objetiva analisar como se (re)configuram duas dimensões centrais dos processos de organização e mobilização política em contextos marcados pela politização do sagrado e a sacralização da política: os processos identitários e os fundamentos morais da ação.

    Participantes (Núcleo)

    GPACE/UFRGS: Clarananda da Silva Barreira, Elizabeth Cristiane Mendonça Azevedo, Felipe da Luz Colomé.

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EIXO CONFRONTO POLÍTICO

O eixo Confronto Político analisa a conflituosidade sociopolítica que marca o cenário recente no qual se combinam dinâmicas diferenciadas de contestação. Por um lado, avanço das lutas em torno dos direitos de cidadania e da natureza, a partir da emergência e/ou fortalecimento de subjetividades historicamente silenciadas e de outro, o fortalecimento social e eleitoral de movimentos de extrema direita, capazes de promover protestos massivos mobilizando um discurso anti establishment. Do mesmo modo, setores conservadores, atuando sob a forma de contramovimentos sociais foram capazes de mobilizar recursos e disputar mentes e corações, nas ruas, nas mídias digitais e nas urnas, afirmando pautas anti-igualitárias. Os temas abrigados nesse eixo buscam compreender essas transformações e seus efeitos, trazendo para o primeiro plano os ciclos de protestos no Brasil e na América Latina, os ativismos anti e pró- ciência e as lutas a favor e contra o negacionismo na pandemia, os conflitos ambientais e alimentares e o papel das mídias digitais nos processos de engajamento coletivo. Esse eixo inclui os seguintes temas: 1. Transformações nos ativismos e confronto político, 2. Conflitos, repertórios e protestos em perspectiva comparada e 3. (Anti)Negacionismos e ativismo científico.

Veja abaixo os projetos desse eixo e clique em cada um deles para conhecer o seu descritivo e nome dos participantes:

  • Amazônia sob protesto

    Amazônia sob protesto

    A pesquisa pretende empreender a construção e análise de banco de dados de eventos de protesto no Amazonas registrados no período pandêmico de 2022 a 2025, a partir de fontes jornalísticas de maior circulação na região. Essa abordagem permite identificar e comparar as manifestações de diferentes movimentos sociais, sejam eles ligados ao trabalho ou a outras identidades e objetivos (de gênero, sexual, étnico-racial, dentre outros), de modo a criar tipologias e explorar tanto as particularidades das características regionais de composição social, pautas de reinvindicação e formas de ação dos grupos, quanto compreender recorrências, tendências e as bases estruturais que relacionam os conflitos entre si. Entendemos que a compreensão dos aspectos dos eventos de protesto na nossa região, sua base social e pauta de reivindicações nos ajuda a entender as demandas que estão sendo publicizadas pelos grupos sociais e nos oferece subsídios para proposição, formulação e avaliação de políticas públicas que possam atendê-las.

    Participantes (Núcleo)

    UFAM: Flávia Sayuri Bentes Iwanaga

  • As ações dos movimentos sociais nas pautas da soberania alimentar e da agroecologia

    As ações dos movimentos sociais nas pautas da soberania alimentar e da agroecologia

    Atualmente a disputa territorial no campo tem se intensificado em diversos países da América Latina, incluindo o Brasil, mediante a persistente colonialidade que afeta nossos processos históricos. Os movimentos sociais têm buscado criar contranarrativas e estratégias emancipatórias como formas de resistência e de reinvenção de suas territorialidades. Dialogando com a ecologia politica e com a literatura dos movimentos sociais, a pesquisa busca compreender as dinâmicas dos movimentos sociais frente às investidas do capitalismo agrário no Brasil, especialmente relacionadas a pauta ambiental e da soberania alimentar. Busca-se trazer a dimensão ambiental e da alimentação como eixo central de análise, ou seja, como esses movimentos constroem e se apropriam do debate da natureza e do meio ambiente na defesa dos seus territórios e pautam a soberania alimentar? Que estratégias e narrativas utilizam? Buscamos compreender as disputas pelos sentidos sobre a apropriação dos territórios, evidenciando as relações e as dinâmicas da conflitualidade no que tange à dimensão ambiental.

    Participantes (Núcleo)

    Labrural/UFRN: Joana Tereza Vaz de Moura, Bruna Raquel Torquato Pinho, Leandro Vieira Cavalcante.

  • As investigações sobre mudanças climáticas nos grupos de pesquisa (CNPq) da sociologia: é possível um caminho interdisciplinar?

    As investigações sobre mudanças climáticas nos grupos de pesquisa (CNPq) da sociologia: é possível um caminho interdisciplinar?

    O presente projeto visa analisar as posições (políticas e epistemológicas) que a Sociologia, enquanto discurso, tem ocupado e representado nos estudos brasileiros sobre as mudanças climáticas, especialmente a partir do cenário de pesquisas interdisciplinares que se impõe às investigações sobre tal temática.

    Participantes (Núcleo)

    TEMAS/UFRGS: Gabriel Bandeira Coelho.

  • Ativismos alimentares e politização da alimentação

    Ativismos alimentares e politização da alimentação

    Em sintonia com a agenda global dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, é crescente o interesse de pesquisadores, movimentos sociais e policymakers pela discussão sobre estratégias de transição para sistemas alimentares sustentáveis e saudáveis. Uma das questões centrais nesse debate diz respeito às contribuições que os ativismos alimentares de movimentos sociais rurais e urbanos podem aportar para uma nova geração de políticas públicas. No Brasil, esse tema ganhou ainda mais relevância em face do aumento da insegurança alimentar, o que forçou esses movimentos a ampliar e diversificar as estratégias econômicas de acesso à alimentação sustentável e saudável. Com vistas a contribuir para essa discussão, o projeto articula uma rede de pesquisadores que pretende responder a seguinte questão de pesquisa: em que medida as estratégias de ativismo alimentar desses movimentos sociais convergem para um referencial capaz de orientar a construção de uma nova geração de políticas alimentares? A hipótese que orienta a investigação indica uma confluência em torno de um referencial que associa alimentação saudável com justiça alimentar e ambiental. Essa conjectura será verificada a partir de uma análise comparada das estratégias de ativismo alimentar nas regiões metropolitanas de Belém, Manaus, Natal, São Luís, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Essas capitais foram selecionadas a partir de três critérios: diferentes dinâmicas regionais; trajetória histórica dos ativismos e políticas alimentares; e expertise acumulada pela equipe em pesquisas anteriores. A análise comparada será construída a partir da construção de uma matriz analítica formada por variáveis e indicadores comuns a todos os casos. Para construir essa matriz, e contribuir com a execução e divulgação dos resultados, o projeto também contará com a colaboração do grupo de pesquisa Food for Justice, da Universidade Livre de Berlim/Alemanha, e do Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentares (Luppa) vinculado ao Instituto Comida do Amanhã.

    Participantes (Núcleo)

    SOPAS/UFRGS: Liége Disconzi Rodrigues, Michel Lara de Oliveira, Nadine Gerhardt Lermen, Paulo André Niederle.
    TEMAS/UFRGS: Marília Luz David, Vitória Giovana Duarte.

  • Ativismos feministas, antifeministas e seus impactos nas políticas de igualdade de gênero

    Ativismos feministas, antifeministas e seus impactos nas políticas de igualdade de gênero

    A presente pesquisa tem como principal intuito (i) compreender como se deu a dinâmica das disputas entre movimentos e contramovimentos nos ativismos de mulheres no Brasil e suas interações com o Estado brasileiro em suas diferentes configurações relacionais, e (ii) como as ativistas avaliam sua incidência face aos resultados alcançados. Mais especificamente, busca-se captar as estratégias, agendas e respostas dos movimentos feministas e antifeministas em relação aos direitos das mulheres, considerando tanto seus avanços, em uma perspectiva emancipadora, quanto seus “refluxos” tendo em vista o acirramento do neoconservadorismo e a crise da democracia no Brasil, que se intensificou com o golpe parlamentar em 2016 e, desde então, tem promovido diversos retrocessos nas políticas que visam a igualdade de gênero. Para realizar essa ampla investigação, que conta com diferentes frentes de pesquisa, serão empreendidas i) revisão bibliográfica; ii) coleta de materiais formulados por organizações da sociedade civil; iii) coleta de materiais jornalísticos relacionados a protestos de mulheres, para se somar ao LA PROTESTA, um banco de dados sobre protestos no Brasil; iv) análise quantitativa e qualitativa (Análise de Evento de Protesto) do levantamento de dados do LA PROTESTA; v) entrevistas de roteiro semiestruturado com ativistas feministas e antifeministas; e vi) análise interpretativa dessas entrevistas.

    Participantes (Núcleo)

    NEPAC/UNICAMP: Isabella Assunção de Oliveira Andrade, Luana Loureiro Cruz, Maria Luiza Costa Sobreira.

  • Ativismos no Futebol Brasileiro

    Ativismos no Futebol Brasileiro

    Nos últimos anos, diversos processos de mobilização coletiva têm se desenrolado no campo do futebol brasileiro. Ainda que haja uma produção acadêmica significativa no Brasil acerca das desigualdades e relações de poder existentes no campo do futebol, até o momento, são poucos os estudos focados em processos de mobilização coletiva nesse esporte. Ademais, os trabalhos já existentes sobre essas mobilizações se caracterizam por sua baixa articulação com o campo de estudos mais geral sobre ativismos, protestos e movimentos sociais. Essa investigação busca suprir essa lacuna tendo como objetivo analisar o fenômeno dos ativismos no futebol brasileiro em suas múltiplas configurações em diálogo com a literatura brasileira sobre ativismos, mobilização e confronto político.

    Participantes (Núcleo)

    GPACE/UFRGS: Clarananda da Silva Barreira, Cristiano Neves da Rosa, Cristiano Nicola Ferreira, Eduardo Georjão Fernandes, Eric Alves Azeredo, Gerson de Lima Oliveira, Matheus Mazzilli Pereira, Umaro Seidi.

  • Ciência em ação

    Ciência em ação

    Este projeto de pesquisa examina o impacto das posturas negacionistas na crise sanitária causada pela COVID-19 no Brasil, exacerbada por conflitos entre o governo federal e outras esferas de poder. Além do governo, tais ideias encontram eco em segmentos da sociedade organizada. Inspirando-se em autores como N. Oreskes, o estudo propõe uma sociologia dos ataques às instituições científicas, definindo o negacionismo como ações coordenadas para descredibilizar resultados científicos. Também analisamos como instituições no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul têm enfrentado desastres pandêmicos ou climáticos. A justificativa do projeto está na interconexão entre democracia e ciência, abordando o uso populista da ciência, especialmente por ideólogos de extrema-direita. Em um contexto de crescente populismo científico, sugerimos que as universidades precisam equilibrar sua autoridade com a necessidade de responder a críticas legítimas.

    Participantes (Núcleo)

    NDAC/Cebrap: José Szwako, Murilo Souto Maior.

  • Ciências, ativismo e conflitos ambientais nas políticas de mudanças climáticas no Brasil

    Ciências, ativismo e conflitos ambientais nas políticas de mudanças climáticas no Brasil

    Esse projeto analisa os usos e as mobilizações da ciência na formulação de uma estrutura de governança institucional na política climática brasileira, tendo como foco os instrumentos de política pública federal direcionados ao enfrentamento das mudanças climáticas no Brasil. Alinhado com discussões dos Estudos Sociais de Ciência e Tecnologia, especialmente sobre as coproduções entre ciência, sociedade e natureza, e a literatura sobre Estado e políticas públicas, as demarcações entre ciência, ativismo institucional e ambientalismo na política climática brasileira são o objeto desse projeto. Metodologicamente, a análise proposta sustenta-se em pesquisa de campo apoiada por entrevistas, observação direta e análise documental. Em um primeiro momento, propõe-se um levantamento sistemático dos instrumentos que compõem a política climática brasileira contemporânea no âmbito federal. Esse levantamento irá subsidiar análise documental a respeito do conteúdo dessa legislação, identificando-se usos e mobilizações de conceitos científicos nestes instrumentos. Permitirá, ainda, a análise da rede sociotécnica na qual os instrumentos estão inseridos, identificando-se pontos de mediação (estudos, documentos, órgãos de governo, organizações da sociedade civil) centrais para sua formulação e implementação. A partir daí, propõe-se a realização de entrevistas e atividades de observação direta, visando compreender os agenciamentos, interesses e disputas estabilizados ou contestados ao longo da estrutura de governança identificada em torno das políticas de enfrentamento às mudanças climáticas no Brasil. Em termos de resultados, espera-se contribuir no entendimento de qual o lugar da ciência na formulação de políticas climáticas no Brasil; como cientistas se apresentam diante do campo de formulação de políticas públicas; quais as controvérsias e conflitos existentes em torno das políticas climáticas; como e por quem a ciência é mobilizada nessas controvérsias e conflitos.

    Participantes (Núcleo)

    TEMAS/UFRGS: André Trevisol Trindade, Camila Cabrera, Camila Delagnese Prates, Frederico Salmi, Lásaro Thiesen, Lorena Cândido Fleury.
    GPACE/UFRGS: Gerson de Lima Oliveira, Luan Homem Belomo.

  • Coletivos Contemporâneos: dimensão organizacional, táticas de ação e mobilização política e repertório de acolhimento.

    Coletivos Contemporâneos: dimensão organizacional, táticas de ação e mobilização política e repertório de acolhimento.

    Visando novas abordagens analíticas e métodos de pesquisa que permitam analisar os coletivos, a pesquisa analisará a sua dimensão organizacional (nível de organização, estrutura financeira etc.), as táticas de ação e de mobilização política (repertórios de ação e de interação etc.) e as experiências de socialização (repertório de acolhimento).

    Participantes (Núcleo)

    NUPAD/UFES: Marcelo de Souza Marques, Isabela Kerner de Melo, Mayara Piassi Gaburro.

  • Consequências de movimentos sociais: efeitos políticos, culturais e biográficos

    Consequências de movimentos sociais: efeitos políticos, culturais e biográficos

    Analisa as consequências de movimentos sociais nas políticas públicas e nas instituições e os efeitos culturais no ativismo da sociedade civil no contexto de democratização.

    Participantes (Núcleo)

    NUPAD/UFES: Euzeneia Carlos, Andrei Sarcineli Pimenta, Daniela Neves de Oliveira, Daniela Rosa de Oliveira, Gabriela Zorzal, Alexsander Fonseca Araújo, Jeferson Margon, Luciane Aparecida Bolda, Alexsander Fonseca Araújo, Nara Mascarenhas Barbosa, Paula Ferrario Traba, Veronica Cunha Bezerra.

  • Crise e Reconfigurações do Ativismo Político e da Democracia no Brasil

    Crise e Reconfigurações do Ativismo Político e da Democracia no Brasil

    Desde as jornadas de junho de 2013, a política brasileira é sacudida por reviravoltas. A cena de ativismo anteriormente dominada pela esquerda se tornou mais plural, com o fortalecimento de movimentos sociais à direita. Mudanças abruptas na coalização política com o impeachment e a eleição de um governo de extrema direita em 2018 foram ganhos deste ativismo. A pandemia da Covid-19 sacudiu ainda mais a vida política, agora em torno de intensa contestação sobre como responder à crise sanitária. Este projeto é orientado pela seguinte pergunta: qual a relação entre esta sequência de crises políticas e as reconfigurações do ativismo político no Brasil? A nossa resposta parte da proposta de que essas reconfigurações estão imersas em três processos interrelacionados: a) mudanças na coalização política que marginalizam alguns atores, e empoderam outros; b) mudanças na organização dos subsistemas de política pública nos quais os ativistas estão inseridos; c) um processo de contestação ideacional acerca da crise política e da própria democracia. Os ativistas ao mesmo tempo disputam este sentido e são afetados pelos sentidos já construídos. Para explorar estas dinâmicas de contestação ideacional e de reconfiguração ativista, analisamos as mudanças de estratégias, repertórios e enquadramentos de atores que interagem com sistema político, em torno de três embates especialmente contenciosos no período atual: desmatamento, direitos reprodutivos e sexuais, o combate à pandemia de Covid-19. Propomos um desenho de pesquisa baseado em métodos mistos que buscarão comparar os processos de mudança em torno destes três temas ao longo dos últimos 10 anos.

    Participantes (Núcleo)

    RESOCIE/UNB: Amanda Barcelos Mota, Amanda Maciel Matos, Ana Carolina Vaz da Silva Anne Karoline Rodrigues Vieira, Débora Rezende Almeida, Gabriel Santos Elias, Gustavo Rodrigues Mesquita, Lorena Vilarins dos Santos, Lucas Souza Lacerda Mariana de Souza Fonseca, Mariana Miranda Tavares e Marina Ferreira de Araujo Fernandes, Pedro Burity Borges, Rafael Gonçalves De Toni, Rafael Rocha Viana, Rebecca Neaera Abers.

  • Gênero, Clima e Amazônia

    Gênero, Clima e Amazônia

    A crise climática é um fenômeno que afeta desigualmente os grupos sociais, sobretudo as minorias políticas. Uma série de estudos têm mostrado o impacto interseccional do clima na vida das mulheres, responsáveis majoritariamente pelo cuidado de crianças e idosos (Staggenborg; Togami, 2022; Terry, 2009; Zape, 2023). As estruturas de poder e decisão sobre mudanças climáticas também repetem a sub-representação feminina da política e são majoritariamente ocupadas por homens, de acordo com os dados do Grupo de Trabalho Gênero e Clima. No contexto da realização da COP 30 no Pará, esta pesquisa busca compreender como a discussão política sobre desigualdade climática com viés de gênero e suas interseccionalidades tem sido pautada na Amazônia, a partir das seguintes perguntas: como essa relação foi encampada no legislativo nos estados da Amazônia Legal? Há projetos de leis que atentem à dimensão generificada das mudanças climáticas? Como se articulam as organizações de mulheres com foco na justiça climática?

    Participantes (Núcleo)

    UFPA/GCODES: Rayza Sarmento, Evellyn Damasceno, Diego Coelho, Helena Saria, Kamila Leal.

  • Governança agroambiental na cadeia da soja

    Governança agroambiental na cadeia da soja

    No agronegócio sojicultor brasileiro, arranjos corporativos de governança ambiental – certificações, acordos ou colaborações entre corporações – são iniciativas que prometem tornar o fornecimento mais “sustentável” e que emergem a partir de críticas que vinculam a produção de commodities a problemas ambientais diversos. Uma crescente literatura das Ciências Sociais tem apontado para a necessidade de se desenvolver abordagens que deem conta da complexidade de atores, práticas e tecnologias em cadeias agroalimentares e destacando que a produção de informação tem se tornado uma nova forma de governo. Observa-se que formas corporativas de governança ambiental na cadeia da soja no Brasil acionam uma diversidade de normas, métricas e formas de reportar publicamente a performance ambiental de empresas, o que resulta em múltiplas formas de performar o que seriam os principais problemas ambientais contemporâneos e de definir o que seria “sustentabilidade”. Assim, interessa entender como arranjos corporativos de governança ambiental operam na cadeia da soja, quais concepções de “sustentabilidade” são agenciadas por tais arranjos e como se configuram as disputas acerca dos modos de governança ambiental no setor agroalimentar.

    Participantes (Núcleo)

    TEMAS/UFRGS: Alessandra Lamana Waschburger, ngela Camana, Marília Luz David

  • Movimentos sociais e gênero no contexto da Amazônia paraense: ativismo político e interações socioestatais

    Movimentos sociais e gênero no contexto da Amazônia paraense: ativismo político e interações socioestatais

    Este projeto de pesquisa se volta às interações socioestatais estabelecidas por movimentos feministas
paraenses, em especial os que atuam na capital do estado. Interessa-nos compreender as estratégias e
repertórios de ação do movimento
organizado (em suas múltiplas faces e conformações) junto da sociedade e Estado. A pesquisa se ancora em abordagem qualitativa e interpretativa, a partir de três eixos.
O primeiro é compreender a coleta e análise da mídia tradicional paraense, tais como os jornais O Liberal
e Diário do Pará, a partir de reportagens sobre a atuação dos grupos feministas no estado. Em seguida,
procederemos à análise das páginas de redes sociais específicas desses grupos, em plataformas como
Facebook e Instagram. Ambas as dimensões serão observadas a partir de análise de enquadramento. Elas ajudarão a compreender como o movimento constrói suas próprias interpretações e
referências e a forma como os meios tradicionais de comunicação paraenses nomeiam atrizes, enquadram 
reivindicações e constroem quadros de sentido. Buscaremos ainda acompanhar os atos públicos
 promovidos pelos movimentos e realizar entrevistas em profundidade, com atrizes políticas responsáveis 
pelas organização e mobilização dos eventos e grupos.

    Participantes (Núcleo)

    UFPA/GCODES: Rayza Sarmento, Evellyn Damasceno, Diego Coelho, Helena Saria, Kamila Leal.

  • Movimentos Sociais e Mudanças Climáticas: Narrativas e Estratégias de Mobilização que Articulam a Questão Agrária e Ambiental

    Movimentos Sociais e Mudanças Climáticas: Narrativas e Estratégias de Mobilização que Articulam a Questão Agrária e Ambiental

    Este projeto de pesquisa tem como objetivo principal compreender como os movimentos sociais agrários estão incluindo a pauta das mudanças climáticas em suas estratégias de mobilização das lutas pela terra e pelos territórios. Trata-se de analisar as narrativas, os discursos e as ações coletivas que buscam articular a questão agrária e a questão ambiental. O referencial teórico está pautado no pensamento social crítico latino-americano, tendo como base os debates no campo das ciências sociais e da geografia. Mobilizamos a perspectiva da ecologia política para articular teoria e ação política. Metodologicamente, trabalharemos com entrevistas semi-estruturadas com representantes de movimentos agrários, análise de notícias e redes sociais (Instagram, Facebook), além de documentos disponibilizados pelos próprios movimentos. Além disso, propomos a realização de trabalhos de campo, a serem definidos para explorar com maior profundidade essas questões a partir de observação participante. O projeto também busca contribuir para a elaboração de políticas públicas para um desenvolvimento rural sustentável, desde a perspectiva dos sujeitos que vivenciam seus territórios, entendendo a produção do conhecimento por parte dos movimentos, seus imaginários e práticas sociais.

    Participantes (Núcleo)

    UFRN/LABRURAL: Joana Moura, Marcos Aurélio Freire da SIlva Júnior, Bruna Torquato

  • Movimentos Sociais e Questões Tributárias

    Movimentos Sociais e Questões Tributárias

    Neste projeto de pesquisa pretendemos contribuir para entender a atuação e engajamento de movimentos sociais nas políticas redistributivas, em sua vertente tributária. Apesar da equação básica da Carta Magna de 1988 que garantiu a produção de políticas inclusivas e em que pesem os avanços da redução de desigualdade, nos 35 anos da redemocratização houve a continuidade dos padrões regressivos de arrecadação tributária, colocando um limite estrutural para o avanço de políticas (Arretche, Marques e Farias, 2021). Ao mesmo tempo, ao longo deste período, diversos movimentos sociais se mobilizaram, engajando-se na produção de políticas sociais como saúde, assistência social, direitos humanos entre outros, contribuindo para a implementação de acesso a direitos. A pesquisa visa entender qual é o lugar das questões tributárias nas reivindicações de movimentos progressistas e se e como são transformados em mobilização quando estas entram na agenda de governos, no período entre 1988 e 2024.

    Participantes (Núcleo)

    NDAC/Cebrap: Beatriz Franco Pereira do Vale, Domingos Cantanhede, Franciole Bagatin, Gustavo de Moura Oliveira, Henrique Aragusuku, Itaque Barbosa, Lilian Sendretti Rodrigues Macedo, Monika Dowbor, Roberta Resende, Frederico Salm.

  • Movimentos sociais, repertórios e dinâmicas da ação coletiva

    Movimentos sociais, repertórios e dinâmicas da ação coletiva

    Este projeto objetiva analisar as recentes reconfigurações da organização e ação dos movimentos sociais e seus repertórios de ação e interação com o Estado, em um contexto marcado por iniciativas de reconstrução institucional de políticas e instrumentos de políticas públicas em nível nacional, e de disputas e conflitos nos níveis subnacionais. Para isso, focamos tanto no nível nacional como nos níveis estadual e municipal no Nordeste,  buscando compreender a inter-relação entre esses diferentes níveis de ação, organização e disputa e os processos de política pública nos quais se inserem os atores movimentalistas.

    Participantes (Núcleo)

    NESPP/UFPB: Carlos Eduardo de Lima Correia, Fernanda Maria Negromonte de Santana, Ingrid Raissa Guerra Lins, Lizandra Serafim.

  • O que querem os movimentos sociais feministas, antirracistas e LGBTQIA+

    O que querem os movimentos sociais feministas, antirracistas e LGBTQIA+

    Têm crescido o debate e o número de organizações políticas formadas por jovens que defendem direitos para as mulheres, negros e população LGBTQIA+ de modo isolado ou interseccional. Para contribuir com o conhecimento sobre esse campo, a presente pesquisa parte da seguinte questão: quais são as pautas dos principais movimentos sociais brasileiros formados por jovens que defendem os feminismos, os antirracismos e os direitos para a população LGBTQIA+ e o que há de comum nas suas trajetórias? Temos como hipótese preliminar que as demandas atuais expressam a busca por direitos para grupos percebidos como aqueles mais sujeitos a opressões sociais. A análise da trajetória dessas demandas permite compreender como a percepção sobre as desigualdades sociais vem se alterando no sentido de apontar para o caráter múltiplo e interseccional delas, ao contrário de certa homogeneização associada à classe social. Para compreender o que explica as mudanças nas percepções sobre as desigualdades sociais, retomamos marcos no campo social e governamental que levaram mulheres, negros e LGBTQIA+ a ocupar mais espaços em instituições centrais da sociedade brasileira, possibilitando a relação deles com outros atores e, consequentemente, a difusão da concepção de que as desigualdades sociais também têm relação com essas clivagens. Para sistematizar as pautas dos três principais movimentos sociais brasileiros em cada uma dessas áreas (feminismos, antirracismos e direitos LGBTQIA+) analisaremos os documentos produzidos pelos movimentos além de entrevistas qualitativas com seus principais líderes. Os resultados serão divulgados por meio de artigos científicos, um livro, uma cartilha e um vídeo dirigido principalmente para as juventudes, contribuindo assim para que tanto a academia quanto a população em geral conheçam mais sobre o campo.

    Participantes (Núcleo)

    UFPI: Olivia Cristina Perez, Rogério de Oliveira Araújo, Caroline Alves dos Santos, Libni Milhomem Sousa, Kellen Carvalho de Sousa Brito.

  • Pandemia, negacionismo e ativismo

    Pandemia, negacionismo e ativismo

    A pandemia de COVID-19 foi não só uma crise sanitária, mas também uma crise política, marcada pela politização da própria pandemia. A postura negacionista do governo Bolsonaro, que se recusou a implementar uma estratégia coordenada contra o vírus, acirrou esse cenário. Este projeto de pesquisa busca entender como a sociedade civil organizada reagiu à recusa do Estado em enfrentar a crise de maneira adequada. A pesquisa será orientada pela seguinte pergunta: como a sociedade civil brasileira respondeu ao contexto de uma extrema direita negacionista e disseminadora de desinformação durante a pandemia? Nossa abordagem considera quatro linhas de análise inter-relacionadas: a) a mobilização intensa de ajuda solidária nos meses iniciais da pandemia; b) iniciativas de advocacy focadas em garantir leis e políticas públicas que ajudassem a população a se proteger do vírus; c) a mobilização online durante a CPI da Covid; e d) a luta de um conjunto de redes sobrepostas em prol dos direitos das vítimas da doença e seus familiares. Para explorar essas dinâmicas, analisamos as mudanças nas táticas e nos enquadramentos dos movimentos sociais que surgiram em defesa das vítimas da pandemia. Propomos um desenho de pesquisa com métodos mistos, visando comparar as diferentes formas de mobilização ao longo do período crítico da pandemia, bem como no período pós-pandemia.

    Participantes (Núcleo)

    RESOCIE/UNB: Amanda Barcelos Mota, Amanda Maciel Matos, Ana Carolina Vaz da Silva, Gabriel Santos Elias, Lorena Vilarins dos Santos , Maria Eduarda Batalha Lima, Mariana de Souza Fonseca, Mariana Miranda Tavares, Pedro Burity Borges, Rafael Rocha Viana, Rebecca Neaera Abers.

  • Política de controle do protesto e segurança pública no Brasil (2013-2022)

    Política de controle do protesto e segurança pública no Brasil (2013-2022)

    A pesquisa colaborativa investiga o controle de manifestações, no Brasil, em capitais das cinco regiões brasileiras. Reúne especialistas em movimentos sociais e protesto, polícia e segurança pública para investigar o problema candente na democracia brasileira hoje: a relação entre a prática do protesto político e a política de controle da ordem pública. A hipótese geral de trabalho é a de que, a partir de junho de 2013, novas configurações do protesto à esquerda e à direita, combinadas com as mudanças nas conjunturas políticas do governo Dilma Rousseff ao de Jair Bolsonaro, impulsionaram adaptações e inovações nos aparatos policiais, legais e jurídicos com efeitos duradouros sobre a prática do protesto na democracia brasileira. O propósito é ampliar a lente analítica para o conjunto de estratégias e táticas adotadas por múltiplos atores estatais nos níveis local e federal envolvidos no controle de protestos: governos (executivos e legislativos), forças de segurança (polícias e forças armadas) e instituições judiciais. O objetivo da pesquisa é documentar a analisar: 1) o processo político de controle de protestos de Dilma a Bolsonaro 2) as interações entre agentes policiais e manifestantes nas ruas, considerando processos de radicalização e polarização, de um lado, e de seletividade e aprendizado policial, de outro lado; 3) os processos organizacionais de adaptação e inovação de repertórios policiais, legais e judiciais para lidar com os protestos; 4) as consequências da repressão policial e penal para as trajetórias de ativistas e do ativismo no Brasil.

    Participantes 

    GPACE/UFRGS: Cristiano Nicola Ferreira, Eduardo Georjão Fernandes, Julia Latorres de Souza Mittelmann, Umaro Seidi.

    Pesquisadores do projeto não vinculados ao INCT Participa: Débora Maciel (UNIFESP/CEBRAP), Ludmila Ribeiro (UFMG), Rafael Souza (UFF), Marta Machado (FGV).

  • Protestos e mudança política

    Protestos e mudança política

    A partir da análise de eventos de protestos busca-se compreender as conexões entre a política das ruas e a política institucional, a partir da análise das relações entre protestos, regimes e oportunidades políticas. As variáveis utilizadas (atores, repertórios, demandas, alvo, abrangência e nível de conflituosidade do protesto) permitirão ainda uma radiografia inédita das mobilizações no Brasil e suas transformações ao longo de 22 anos (2000 a 2022). A pesquisa se baseia em um inédito banco de dados de eventos de protestos no Brasil, a partir das informações publicadas pelo jornal Folha de São Paulo. O projeto de pesquisa parte de um banco já existente (Tatagiba e Galvão, 2019; Tatagiba & Carvalho, 2024), agora ampliando a cobertura dos protestos reportados pela imprensa para os anos de 2000 a 2009.

    Participantes (Núcleo)

    NEPAC/UNICAMP: Gabriela Taboni Lisboa, Jordy Pereira Melo, Larissa Pereira de Melo, Leonardo Xavier Nascimento, Luciana Ferreira Tatagiba, Natália de Jesus Trindade, Wellynton Samuel Oliveira de Souza.

  • Questão Agrária, Movimentos Socioterritoriais e Políticas Públicas: Escalas, Ações e Repertórios

    Questão Agrária, Movimentos Socioterritoriais e Políticas Públicas: Escalas, Ações e Repertórios

    O debate acerca da questão agrária no Brasil configura-se como central para compreender as dinâmicas territoriais e ambientais decorrentes de diferentes processos de uso da terra e da natureza, de modo que revelam distintos projetos de desenvolvimento para o campo e distintas relações sociais de produção, permeadas por conflitos e conflitualidades. Isso tem implicado na formação e na atuação de movimentos socioterritoriais que disputam territórios e produzem resistências que incidem diretamente na formulação e implementação de políticas públicas de desenvolvimento rural de modo a garantir melhores condições de vida no campo. Para tanto, busca-se realizar um conjunto de pesquisas centradas em apreender as múltiplas relações estabelecidas entre questão agrária, movimentos socioterritoriais e políticas públicas, a considerar as escalas, as ações e os repertórios decorrentes desse processo.

    Participantes (Núcleo)

    Labrural/UFRN: Joana Tereza Vaz de Moura, Bruna Raquel Torquato Pinho, Leandro Vieira Cavalcante, Marcos Aurélio Freire da Silva Junior, Matheus Henrique Gomes da Costa

  • Seletividade racial do Estado e titulação de terras quilombolas no Rio Grande do Sul

    Seletividade racial do Estado e titulação de terras quilombolas no Rio Grande do Sul

    A pesquisa tem como objetivo analisar a relação entre racismo estrutural e política fundiária a partir do estudo de caso da política de destinação de terras para populações quilombolas no Rio Grande do Sul. Partindo do objetivo geral de compreender como a seletividade racial se manifesta nos casos envolvendo a implementação da política de regularização fundiária de territórios quilombolas no Rio Grande do Sul, delineamos dois objetivos específicos: a) identificar e mapear como essa seletividade se dá no âmbito jurídico-legal, considerando todas as etapas que envolvem diferentes esferas do Estado envolvidas na implementação dessa política; b) analisar como a seletividade racial do Estado é experimentada pela população quilombola na medida em que esta busca fazer valer seus direitos.

    Participantes (Núcleo)

    GPACE/UFRGS: Camila Penna de Castro,  Cristiano Neves da Rosa, Eduarda Paz Trindade, Leonardo da Rocha Bezerra de Souza, Luan Homem Belomo.

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