Autor: Pedro Crepaldi Carlessi
Resumo: Tradição e Tradicionalidade já foram qualidades colocadas à margem pela saúde institucionalizada. Na ascensão da fitoterapia pública brasileira, contudo, essa condição se inverteu. O termo é polissêmico: às vezes inventado, às vezes afetivo, tão localizado quanto universal, é capaz de produzir legislações, regulamentar profissões, disputar espaço e orçamento. Neste livro, ao acompanhar como o conceito de tradicionalidade se tornou um elemento de identidade e legitimidade terapêutica no Brasil, o autor entrelaça as tentativas de pertencimento, reconhecimento e participação de povos e comunidades tradicionais nesta mobilização. Assim, o livro não se restringe à emergência ou à instituição deste conceito em políticas públicas e regulações sanitárias. Fundamentalmente discute como diferentes sujeitos e cosmologias participaram, ou não, das ações e entendimentos que conduzem o Estado.





