Autoras:
Rebecca Neaera Abers (UnB)
Marisa von Bülow (UnB)
Resumo:
Este artigo contribui para os debates teóricos e empíricos sobre os significados do ativismo em plataformas digitais, a partir da análise da atuação de ativistas digitais antinegacionistas na Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado Federal sobre a covid-19. Argumentamos que a campanha digital em torno da CPI foi apoiada por uma rede de atores que construíram não apenas os laços fracos destacados pela literatura sobre mobilizações digitais, mas também laços fortes que permitiram a coordenação estratégica de atividades coletivas. A pesquisa analisou postagens no Twitter e realizou entrevistas com ativistas digitais, servidores do Senado e atores da sociedade civil. Para compreender a relação entre a formação de laços de rede e mobilização, distinguimos entre duas estratégias de ativismo digital: comunicativa e investigativa. Os resultados revelam que, para além de coordenar estratégias de comunicação, ativistas digitais também participaram do próprio inquérito.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil





