Autores:
Monika Dowbor (UFRGS)
Roberta C. Resende (UFB)
Frederico V. Machado (UFRGS)
Frederico Salmi (UFRGS)
Resumo:
O presente trabalho teve o objetivo de analisar as decisões e as formas de comunicação/subjetivação relativas à governança climática nos planos normativo (legislações) e digital (postagens) construídas nos primeiros 30 dias da maior catástrofe político-climática do Rio Grande do Sul, ocorrida em maio de 2024. Tendo em vista a ênfase das pesquisas sobre governança de desastres na importância do envolvimento de atores sociais na recuperação, bem como as evidências na inefetividade de medidas corretivas e preventivas, buscou-se, mais especificamente, identificar a participação social e as medidas corretivas e preventivas adotadas e comunicadas à sociedade em geral. Foram analisadas 517 publicações legais e 836 tuítes nos três níveis do Executivo: federal (Secretaria Extraordinária da Presidência da República para Apoio à Reconstrução do RS), estadual (RS) e municipal (Porto Alegre). Os resultados evidenciam diferenças no que tange ao envolvimento de atores sociais, sendo maior no governo federal; pouca presença de medidas voltadas à reconstrução e nenhuma medida preventiva. Nos meios digitais, as estratégias narrativas dos governantes se ancoram no combate à desinformação, ajuda emergencial, alarmismo e vitimismo. Por fim, há uma desconexão entre a produção de novas legislações e a comunicação na mídia social.
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Leia a íntegra: https://online.unisc.br/seer/index.php/redes/article/view/19669





