Autores:
Euzeneia Carlos (UFES)
Matheus Mazzilli Pereira (UFRGS)
Resumo: Excluídos da participação no sistema de governança do desastre no Rio Doce, movimentos sociais e organizações civis promoveram uma onda de protestos a partir de 2015. Como as táticas, performances e enquadramentos adotados nesse ciclo se relacionaram e se transformaram ao longo do tempo? De que forma as demandas por peças foram expressas e dramatizadas publicamente nesses protestos? Para responder a essas questões, aliamos o método da Análise de Eventos de Protesto (AEP) a uma abrangente das performances e enquadramentos apresentados em táticas extrainstitucionais reportadas pela mídia e realizadas no Espírito Santo entre 2015 e 2019, com ênfase nos meses de novembro, nos quais é “descomemorado” o aniversário do desastre. Os resultados indicam que a estratégia, o desempenho e os enquadramentos se articulam e variam longitudinalmente diante dos acontecimentos de autoridades e opositores no confronto político, e de acordo com os “gostos por tático” dos atores predominantemente no ciclo.
Fonte: Revista Brasileira de Ciência Política v43, 2024. DOI: 10.1590/0103-3352.2024.43.273900
Leia na íntegra: https://www.scielo.br/j/rbcpol/a/hhF5rCt5CvPQV6xgCZ3xLNF/?lang=pt





