Autores:
Matheus Mazzilli Pereira (UFRGS)
Marcelo Kunrath Silva (UFRGS )
Resumo: Movimentos sociais não são entidades monolíticas. Ativistas e organizações discordam sobre os objetivos do movimento e as táticas para atingir esses objetivos, incluindo suas táticas de enquadramento. Sociólogos culturais questionaram a ideia de que a escolha tática é racional e estrategicamente orientada, argumentando que as táticas são morais e emocionalmente fundamentadas nas vidas dos ativistas. Seguimos essa percepção, embora sugira que os ativistas fazem esforços constantes para vivenciar sua ação como racional, reivindicando um status estratégico e um senso de eficácia para suas linhas de ação. Ao estudar disputas de ressonância de enquadramento em interações entre ativistas dos direitos dos animais e a mídia de massa no sul do Brasil, descobrimos que, para tornar suas táticas responsáveis e justificáveis, os ativistas mobilizam diferentes teorias populares sobre a transformação social que permitem que suas ações sejam vivenciadas como o melhor meio para atingir os fins do movimento.
Fonte: Strategies and Outcomes (artigo em inglês)
Link: https://www.emerald.com/insight/content/doi/10.1108/s0163-786x20240000048005/full/html





