O INCT Participa acaba de lançar mais uma novidade: a série de textos “Memórias da Participação”, com relatos de pesquisadoras e pesquisadores que são referências no campo dos movimentos sociais e da participação social no Brasil. A publicação será mensal. Saiba mais aqui.
A primeira homenageada da série é Maria da Glória Gohn, cujas pesquisas ressaltam o poder da ação coletiva para democratizar os aparelhos estatais e a sociedade civil.
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| Foto: Antonio Scarpinetti/Jornal da Unicamp |
Maria da Glória Gohn
Nascimento: São Bento do Sapucaí, SP, 1947
Formação: Escola de Sociologia e Política de São Paulo, USP, The New School for Social Research
Áreas de pesquisa: movimentos sociais
Carreira docente: PUC/SP, FAFICH/UFMG, FAU/USP e Faculdade de Educação da Unicamp
Principais obras: “A Força da Periferia” (Vozes, 1985); “Teorias dos Movimentos Sociais-Paradigmas Clássicos e Contemporâneos" (1997); ”Educação Não Formal e Cultura Política" (1999); “Conselhos Gestores e Participação Sociopolítica" (2001); “Movimentos Sociais e Redes de Mobilizações Civis no Brasil Contemporâneo" (2010)
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Nascida em São Bento do Sapucaí, no estado de São Paulo, em 1947, Maria da Glória Gohn mudou-se para a capital paulista em 1966. No ano seguinte, ingressou na Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Era o começo da ditadura militar, período marcado por intensas mobilizações políticas e culturais. Esse cenário foi decisivo na definição do tema que guiaria toda a sua trajetória acadêmica: os movimentos sociais.
Fez pós-graduação em Sociologia na USP, de 1977 a 1982, sob a orientação do professor Leôncio Martins Rodrigues. A dissertação de mestrado foi sobre “Classes Populares, Periferia Urbana e Movimentos Sociais Urbanos: O Movimento da Sociedade Amigos de Bairros em São Paulo”, enquanto na tese de doutorado pesquisou a “Participação Popular e Estado – O Movimento de Luta por Creches em São Paulo”.
Em sua carreira como docente, deu aulas no curso de Ciências Sociais na PUC/SP, na FAFICH/UFMG, na Faculdade de Arquitetura da USP e na Faculdade de Educação da Unicamp, onde foi orientadora de mais de 100 teses e dissertações sobre movimentos sociais e participação da sociedade civil.
O pós-doutorado foi na The New School for Social Research em Nova York (1996-1997), com apoio do CNPq, no qual teve a supervisão de Andrew Arato e aulas e seminários com nomes como Eric Hobsbawm, Alberto Melucci, Agnes Heller, Ulrick Beck.
Entre suas principais obras estão “A Força da Periferia” (Vozes, 1985), “Teorias dos Movimentos Sociais-Paradigmas Clássicos e Contemporâneos" (1997), "Educação Não Formal e Cultura Política" (1999), “Conselhos Gestores e Participação Sociopolítica" (2001), “Movimentos Sociais e Redes de Mobilizações Civis no Brasil Contemporâneo" (2010).
“A professora tem uma capacidade ímpar de compreender os fenômenos ainda quando eles estão acontecendo e de publicar excelentes explicações de forma célere. A produção da professora impressiona não só pelo volume, mas pelo impacto: praticamente todos os estudiosos dos movimentos sociais em algum momento teve contato com a obra de Maria da Glória Gohn”, escreveu a pesquisadora Olivia Cristina Perez (UFPI) para o site da Sociedade Brasileira de Sociologia.
No texto “Memórias e trajetórias das pesquisas sobre participação e movimentos sociais no Brasil de 1970 a 1990”, que inaugura a série “Memórias da Participação”, Maria da Glória Gohn relembre trechos marcantes de sua carreira acadêmica:
“Minha trajetória pelas creches deu-me subsídios para participar, em 1988, como docente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do grupo de trabalho que redigiu o parágrafo sobre educação infantil no Processo Constituinte, vindo a ser acolhido e inserido na Constituição Brasileira de 1988, no capítulo que trata da educação.”
Leia a íntegra neste PDF.






