O INCT Participa publica o quinto texto da série “Memórias da Participação”, com relatos de pesquisadoras e pesquisadores que são referências no campo dos movimentos sociais e da participação social no Brasil.
Esta edição traz o professor Pedro Roberto Jacobi, que possui uma vasta produção em torno de movimentos sociais urbanos.
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| Foto: Cecília Bastos/USP Imagens |
Pedro Roberto Jacobi
Nascimento: Buenos Aires, Argentina, 1950
Formação: Ciências Sociais na FFLCH/USP, mestrado em Harvard, doutorado também na USP
Áreas de pesquisa: movimentos sociais
Carreira docente: FGV/SP, PUC-CAMPINAS, PUC-SP, Faculdade de Educação da USP
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Nascido em Buenos Aires, na Argentina, em 1º de janeiro de 1950, Pedro Roberto Jacobi formou-se em Economia em 1972 e em Ciências Sociais em 1973 pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).
Em 1976, concluiu seu Mestrado em Planejamento Urbano e Regional na Graduate School of Design, na Harvard University, e, em 1986, o doutorado em Sociologia pela FFLCH.
Trabalhou como docente de graduação na Fundação Getúlio Vargas/SP e na Pós-Graduação, na área de Planejamento Urbano (1977 a 1987); na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, ministrando curso sobre Sociologia Urbana (1980 a 1982) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, na Faculdade de Economia (1982 a 1987).
Iniciou sua atuação docente na Faculdade de Educação (FEUSP) em 1988, onde integrou o Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação (EDA), de onde se aposentou em 2018.
A trajetória de Pedro Jacobi se confunde com o desenvolvimento das discussões socioambientais no Brasil e com a consolidação da sustentabilidade como eixo estruturante do ensino, da pesquisa e da extensão universitária.
Ao longo de sua carreira, o professor exerceu papel fundamental na conversa entre universidade e sociedade civil, participando de conselhos, fóruns e iniciativas voltadas à gestão democrática e à construção de políticas públicas sustentáveis.
No texto “Análise sobre produção em torno de movimentos sociais urbanos”, Pedro Jacobi relembra o início de sua trajetória acadêmica.
“A hipótese que explicitei no meu trabalho era a de que o potencial que os movimentos urbanos tinham para se converterem em movimentos sociais dependia principalmente da capacidade destes de articular seu protesto com uma alternativa política popular. Para tanto, entendia que era preciso considerar as condições dos conflitos de classe e sua capacidade de auto-organização em comitês de bairros e organizações locais estruturadas, por meio de recursos financeiros, legais, administrativos e de assistência técnica, que garantissem sua operacionalidade.”
Leia a íntegra neste PDF.






