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PDPP se consolida no calendário dos temas de participação e movimentos sociais

PDPP se consolida no calendário dos temas de participação e movimentos sociais

Aconteceu na Universidade de Brasília, a UnB, em Brasília, dos dias 06 a 09 de maio, o VI Encontro Internacional Participação, Democracia e Políticas Públicas, o PDPP. A organização foi do Instituto de Ciência Política (IPOL), da UnB. O evento contou 548 inscritos pagos, com 12 seminários temáticos, nove mesas redondas, oito lançamentos de livros e três minicursos. Quase 60% do público era feminino.

“O PDPP se consolidou no calendário nos temas relativos à participação da sociedade civil e de movimentos sociais. É um feito, porque não se trata de um evento coordenado por uma associação profissional, mas sim por uma rede de núcleos de pesquisa, que assumiu o compromisso de dar espaço para que as novas gerações consigam se formar”, afirma Adrian Gurza Lavalle (USP), coordenador do INCT Participa.  

A pesquisadora Carla Gandini Giani Martelli (Unesp) destaca esse papel de formação do PDPP, que contou com a participação de alunos de diferentes níveis de carreira, como iniciação científica, mestrado e doutorado. “Nossos alunos ligados ao INCT tiveram oportunidade de construir coletivamente o conhecimento, em um evento que incorpora outros atores além da academia. É muito importante”, diz Carla, que leciona no campus da Unesp de Araraquara, sede do primeiro PDPP, em 2013. “O PDPP ganhou fôlego, proporção, espalhou-se pelo território nacional. É um evento muito acolhedor”, completa.  

Adrian ressalta como o PDPP atrai colegas de outras áreas que possuem um pé no campo da participação. “É um espaço de interlocução relevante para os temas que nos reúnem, para as agendas compartilhadas”. 

Rebecca Abers (UnB) lembra dos frutos que os PDPP já produziram, como o livro “Participação e Ativismo: entre retrocessos e resistências”, resultado da colaboração entre pesquisadores de quatro núcleos, com participação de integrantes de várias universidades. 

Sem contar o próprio INCT Participa, uma institucionalização dessa rede coletiva que estuda as relações entre Estado e sociedade, surgido em 2024. “Não conheço outra comunidade acadêmica semelhante, onde os egos cedem lugar ao compromisso coletivo de dar continuidade ao empreendimento coletivo”, afirma Rebecca.

Para Euzeneia Carlos (UFES), a edição de 2025 ficou marcada, dentre outras coisas, por ser a primeira a oferecer minicursos, ministrado por professores e pesquisadores. Ela também realça as visitas aos espaços de poder, como o Congresso Nacional. “O evento proporcionou um efetivo diálogo entre poderes públicos e sociedade civil, no sentido de influenciar e interferir nos processos públicos de construção de políticas”, diz Euzeneia. 

No encerramento do PDPP, na sexta, 09, houve o lançamento do Observatório Participa, o OPar, esforço coletivo de sistematização e disponibilização de dados sobre a participação social em âmbito nacional e internacional. O Opar disponibilizou o seu primeiro banco de dados, o das MUNICs, cujo propósito é o de facilitar e fomentar pesquisas sobre a gestão municipal, com ênfase nos conselhos participativos no Brasil.

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