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Projeto do LAPID/UFAL quer conectar participação social às políticas de alimentação saudável nos territórios

Foi aprovado na chamada CNPq/FNDCT/SGPR/MDS nº17/2025 Extensão e Pesquisa em Participação Social nos Territórios o projeto “Agreste Alagoano em Movimento: Fortalecendo Redes de Participação e Políticas de Alimentação Saudável”, proposto pelo LAPID/UFAL, núcleo parceiro do INCT Participa. O financiamento será de R$ 280 mil reais e a execução de dois anos.

O INCT Participa entrevistou Leonardo Leal, coordenador do núcleo e do projeto. “Quando a população participa, as políticas deixam de ser pensadas para as pessoas e passam a ser construídas com elas. Isso torna as ações públicas mais eficazes, mais justas e mais sustentáveis ao longo do tempo”, afirma.

Leia a entrevista completa.

O que é o projeto “Agreste Alagoano em Movimento”?
É uma iniciativa de inovação democrática que une universidade, sociedade civil, movimentos sociais e gestores públicos para fortalecer redes de participação social e construir políticas participativas de alimentação saudável, com base na educação popular e cooperação territorial no Agreste Alagoano.

Que tipos de espaços participativos o projeto fortalece ou ajuda a criar?
O projeto atua no fortalecimento de conselhos de políticas públicas, fóruns e redes territoriais, espaços de formação cidadã e ambientes de cocriação de políticas, promovendo o diálogo contínuo entre governo e sociedade.

Por que esse projeto importa?
O Agreste Alagoano é hoje um território de contrastes e centralidades: combina um tecido urbano em crescimento com uma presença histórica da agricultura familiar. O projeto nasce para apoiar quem produz, consome e vive o território a participar ativamente das escolhas que definem as políticas públicas de alimentação. Ao fortalecer organizações comunitárias, redes sociais e espaços participativos, a iniciativa contribui para aproximar as políticas públicas da realidade das pessoas. Porque alimentação saudável começa nas decisões coletivas que orientam as políticas públicas.

Que mudanças concretas o projeto espera gerar nos municípios envolvidos?
O projeto busca promover políticas alimentares mais participativas, fortalecer conselhos e redes locais, ampliar a articulação entre municípios e incluir grupos historicamente invisibilizados nos processos decisórios. Além disso, produzirá dados e informações qualificadas sobre as organizações e redes que atuam no campo das políticas públicas de alimentação saudável no Agreste Alagoano, contribuindo para o aprimoramento das ações públicas no território.

Quando falamos em alimentação saudável, do que estamos falando exatamente no contexto do Agreste Alagoano?
Falamos de alimentos, mas também de cultura, território e participação social. No Agreste Alagoano, alimentação saudável envolve fortalecer a agricultura familiar, as organizações comunitárias, as redes locais, as feiras livres e os saberes tradicionais. Envolve, sobretudo, o direito das comunidades não apenas de produzir e consumir alimentos saudáveis, mas de participar das decisões sobre as políticas que impactam diretamente sua vida.

Por que a participação da população é tão importante para melhorar políticas de alimentação e não apenas decisões técnicas de governo?
O êxito das políticas públicas de alimentação depende do diálogo com a vida real das populações a que se destinam. As comunidades detêm um conhecimento profundo sobre o território, os hábitos alimentares, os desafios cotidianos e as soluções possíveis. Quando a população participa, as políticas deixam de ser pensadas para as pessoas e passam a ser construídas com elas. Isso torna as ações públicas mais eficazes, mais justas e mais sustentáveis ao longo do tempo.

A participação social no Nordeste está em movimento. Como isso aparece no Agreste Alagoano?
Cidades médias como Arapiraca e os municípios do Agreste vivem uma experiência recente e intensa de conselhos e conferências de políticas públicas. Isso mudou a paisagem participativa da região. O projeto reconhece esse acúmulo histórico e atua para qualificar, articular e fortalecer essas experiências. Queremos conectar participação social às políticas de alimentação saudável no território.

Quais organizações e movimentos participam do projeto além da universidade?
O projeto do LAPID/UFAL reúne uma ampla rede de organizações e movimentos sociais do território, entre eles: Articulação Semiárido Brasileiro (ASA/AL); Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST/AL); Associação de Agricultores Alternativos (AAGRA); Rede Mutum – Articulação Alagoana de Agroecologia; Cooperativa dos Pequenos Produtores Agrícolas dos Bancos Comunitários de Sementes (COPPABACS); Rede de Educação Contextualizada do Agreste e Semiárido (RECASA). Essa diversidade fortalece a construção coletiva das políticas alimentares no território.

Onde e com quem o projeto acontece?
O projeto acontece em 16 municípios do Agreste Alagoano, incluindo Arapiraca, Palmeira dos Índios, Igaci, Traipu, Junqueiro, Lagoa da Canoa e outros. Ele envolve comunidades locais, conselhos de políticas públicas, movimentos sociais, secretarias municipais e a UFAL, por meio do LAPID.

Como essa iniciativa fortalece a extensão universitária e o papel da universidade pública?
Na confluência entre universidade, comunidades e território, o LAPID/UFAL reafirma sua perspectiva como laboratório de pesquisa e ação no campo da inovação democrática, orientado à construção de políticas públicas mais justas e eficazes. A iniciativa se ancora no princípio de que o conhecimento não se impõe, mas se constrói coletivamente, a partir do diálogo entre saberes acadêmicos e experiências vividas nos territórios.

Ativo 14x 1Mapa com as regiões do estado de Alagoas.

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