A crise climática é um fenômeno que afeta desigualmente os grupos sociais, sobretudo as minorias políticas. Uma série de estudos têm mostrado o impacto interseccional do clima na vida das mulheres, responsáveis majoritariamente pelo cuidado de crianças e idosos (Staggenborg; Togami, 2022; Terry, 2009; Zape, 2023). As estruturas de poder e decisão sobre mudanças climáticas também repetem a sub-representação feminina da política e são majoritariamente ocupadas por homens, de acordo com os dados do Grupo de Trabalho Gênero e Clima. No contexto da realização da COP 30 no Pará, esta pesquisa busca compreender como a discussão política sobre desigualdade climática com viés de gênero e suas interseccionalidades tem sido pautada na Amazônia, a partir das seguintes perguntas: como essa relação foi encampada no legislativo nos estados da Amazônia Legal? Há projetos de leis que atentem à dimensão generificada das mudanças climáticas? Como se articulam as organizações de mulheres com foco na justiça climática?
Participantes (Núcleo)
UFPA/GCODES: Rayza Sarmento, Evellyn Damasceno, Diego Coelho, Helena Saria, Kamila Leal.





