Debora Rezende de Almeida, professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (Ipol/UnB) e pesquisadora do Resocie, e Alina Ribeiro, doutoranda em Ciência Política na USP e pesquisadora do Núcleo de Ação Coletiva (NDAC/CEBRAP), participarão do encontro anual da Latin American Studies Association (LASA), que acontece entre os dias 26 e 30 de maio de 2026, em Paris. As duas integram o painel Movement-Parties, Institutional Activism and New Forms of Political Intermediation in Latin America, organizado e presidido pela professora Debora, com os comentários do pesquisador Santiago J. Anria, da Cornell University.
O painel reúne pesquisadores de diferentes países para discutir as relações entre movimentos sociais, partidos políticos e novas formas de intermediação política na América Latina. As apresentações abordam temas como ativismo feminista e processos constituintes no Chile, representação parlamentar de movimentos sociais, respostas à crise de representação política e institucionalização de demandas de movimentos indígenas.
Debora apresentará o trabalho Beyond the Party–Movement Divide: An Approach to Socio-Partisan Activism, que questiona a visão de que as interações entre partidos políticos e movimentos sociais são esporádicas e efêmeras. O artigo argumenta que essa perspectiva é limitada por marcos analíticos que tendem a retratar partidos e movimentos como atores distintos e internamente homogêneos, o que restringe nossa capacidade de compreender a complexidade dessas interações. Para avançar nessa direção, o trabalho propõe uma tipologia de formas de interação entre ativistas e partidos políticos, que considera as arenas partidárias, eleitoral, legislativa e executiva.
Alina apresentará o trabalho Two-Stage Institutionalization? The Multi-Organizational Field of the Bolivian MAS, que analisa o governo do Movimiento Al Socialismo (MAS) na Bolívia (2006–2019 e 2020–2025), marcado pela ocupação sistemática de posições institucionais por atores indígenas e camponeses. Criado por organizações indígenas-camponesas em meados dos anos 1990, o MAS possui uma estrutura híbrida, oscilando entre partido político e movimento social conforme o contexto. O trabalho propõe analisar o partido a partir da categoria de "campo multiorganizacional", um espaço de interações marcado por relações de cooperação e conflito, bem como por posições desiguais de poder e acesso a recursos.
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